Recordar Paulo Abrunhosa

Em maio recordamos Paulo Abrunhosa, um dos grandes agitadores culturais do Porto nos anos 80 e 90 e uma figura muito querida dos portuenses.
25 de maio de 2017
Nada Menos que tudo, de Afonso Noite-Luar
Capa do livro de Paulo Abrunhosa
Depois de muitos anos esgotado.
O irmão do bem conhecido músico Pedro Abrunhosa deixou para trás uma obra quase terminada, originalmente publicada no ano da sua morte, que chega agora de novo às livrarias portugueses numa nova edição. Falamos de Diário de Um Dromedário, um livro pouco convencional e avesso a todo qualquer tipo de "establishment" que, durante muitos anos, esteve esgotado. O lançamento acontecerá no Porto, no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, a 27 de maio de 2017, às 17h30, e contará com um grande elenco: Pedro Abrunhosa e Manuel Cruz irão tocar ao vivo; Ana Deus, Cristiana Sabino e Renato Filipe Cardoso irão ler textos do livro; João Gesta, Rui Moreira e Valter Hugo Mãe irão protagonizar uma conversa sobre o livro.
Diário de Um Dromedário
A propósito deste evento, destacamos alguns excertos do livro.
  • “O Paulo Abrunhosa era um grande poeta, com uma sensibilidade fora do normal. Um dia alguém me disse – já não sei quem, mas concordei – que era um Pina a quente.”
    Do prefácio de Rui Moreira
  • “O Paulo sabia que o acto das palavras é um acto de resistência. Legou-nos o seu Diário de um Dromedário, um livro autêntico, incandescente, inspirador, desafiador e desencaminhador. Um livro pleno de te(n)são poética e singeleza.”
    Do prefácio de João Gesta
  • “O Paulo era um príncipe da palavra, alguém que se deslocava entre a suavidade das nuvens e a tempestuosidade da certeza com que se batia pela sua visão do mundo. Não era fácil ser o seu imrão mais novo, mas com que saudade recordo as discussões que mantínhamos e nas quais eu me afundava numa sensação de pequenez e ignorância.”
    Do posfácio de Pedro Abrunhosa

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