Quer ser escritor? Prepare-se para sobreviver

17 de janeiro de 2020
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Manual de Sobrevivência do Escritor, de João Tordo
Como vive o escritor? Como cria, como sente?

João Tordo aventurou-se no ensaio para trazer à luz do dia Manual de Sobrevivência de um Escritor - ou o pouco que sei sobre aquilo que faço.

Neste novo livro, o autor abre-nos as portas do ofício nobre e misterioso que encanta a Humanidade desde os seus primórdios, invocando memórias «durante muitos anos, sentei-me à secretária do meu antigo quarto em casa dos meus pais e imitei outros escritores», conselhos úteis «se queres ser escritor prepara-te para ficares de coração partido», histórias de vida, inquietações, reflexões «se a emoção é a raiz, a imaginação alimenta-se de quê?», factos e curiosidades preciosas para todos os amantes de Literatura.

Com humildade e generosas doses de humor, leva-nos até ao âmago da viagem simultaneamente diabólica e mágica que qualquer escritor - ou aspirante a – enfrenta, advertindo sempre que toda a magia tem o seu preço e que o caminho da Literatura «não é subjugável a fórmulas ou resultados.»

Por cá, após a leitura compulsiva de cada uma destas mais de 200 páginas, concluímos que, seja romance, thriller ou ensaio, João Tordo sabe muito bem o que faz.
Que sorte a nossa, leitores.
«ESCREVER NÃO SERVE PARA ENSINARES NINGUÉM.
QUANDO MUITO, SERVE PARA APRENDERES QUEM ÉS.»
«Não há nada que satisfaça um escritor, e a escrita é a melhor forma – ainda que imperfeita – que este encontra de não se sentir um morto entre os vivos. É a sua droga de eleição. No entanto (outra grande contradição), se queres escrever, também não podes estar demasiado vivo – ou, pelo menos, tão vivo como os vivos costumam estar. (…)

Se viveste o suficiente para poderes escrever, terás, tal como eu, inúmeros arrependimentos nesta vida. Pessoas, lugares, situações, comportamentos. Mas não me arrependo de nenhuma hora que passei a escrever. A minha mente de escritor encontrou aí o seu jogo favorito, o seu lugar mais prazenteiro; ao deixar a imaginação fluir, fui mais feliz do que em qualquer praia paradisíaca na qual, ao fim de cinco minutos, já não saberia o que fazer comigo próprio.»

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