Quer fazer pão em casa? Talvez devesse ler isto

Pão caseiro
Capa do livro Pão Caseiro, de Maria Blohm

«Pão fresco? É fácil!» É sobre este mote que a autora escandinava Maria Blohm lança o livro Pão Caseiro, garantindo que fazer pão em casa é mais simples e rápido do que parece.
Com este livro inspira-nos a fazer pães e bolos e aperfeiçoar a técnica subjacente ao processo com fotografias soberbas.

Nós abrimos o livro, que quase parece ter aroma, e partilhamos consigo três mitos e uma receita para fazer. E de repente começou a salivar, não foi?
#1 – A MASSA TEM QUE FERMENTAR LONGE DE CORRENTES DE AR
«Falso. Já pus massas a levedar ao ar livre, numa zona ventosa de uma ilha na costa oeste. As padarias costumam ter janelas abertas e não têm problemas. Mas cubra a taça com plástico para conservar a humidade da massa. (…)»
#2 – OS LÍQUIDOS DA MASSA DEVEM ESTAR TÉPIDOS PARA A MASSA LEVEDAR
«De forma alguma. O fermento multiplica-se e produz dióxido de carbono que faz inchar (levada) a massa a temperaturas que podem ir até aos 4 ºC. A levedação é mais lenta mas também resulta num sabor melhor e numa massa melhor/mais forte. (…)»
#3 – A MASSA TEM DE TER MUITO FERMENTO
«Já percebi que muitas pessoas têm medo que a massa não cresça e por isso adicionam demasiado fermento. Mas basta adicionar um pouco de fermento para a massa levedar. O fermento é muito bom a multiplicar-se. E a verdade é que a massa haveria de levedar mesmo que não adicionasse fermento – é como se faz a massa azeda! (…)»
RECEITA
Para aproveitar esta fruta da época
«Tive a ideia desta receita no verão, na época dos mirtilos, quando estes se encontram por toda a parte, mas também pode fazer este bolo no inverno com mirtilos congelados. A espelta torna a massa mais pesada, o que combina com os mirtilos e o açúcar mascavado. Graças ao longo tempo de fermentação, pode amassar à mão.»
Coroa de mirtilos
  • 250 g de leite frio
  • 15 g de fermento fresco
  • 70 g de açúcar granulado
  • uma pitada de sal
  • 450 g de farinha de espelta peneirada


  • RECHEIO
  • 100 g de mirtilos
  • 10 g de amido de batata
  • 50 g de açúcar mascavado
  • 50 g de manteiga à temperatura ambiente

  • 1 ovo para pincelar com açúcar em pepitas
Preparação

Pese o leite numa taça e incorpore nele o fermento. Em seguida, pese os restantes ingredientes, vertendo-os diretamente da embalagem para a taça e colocando a balança no zero após cada pesagem, para sujar menos loiça.

Mexa a massa numa batedeira ou num robô de cozinha durante cinco minutos à velocidade mais baixa. Se preferir amassar à mão, deve duplicar o tempo. Certifique-se que não adiciona mais farinha do que a receita pede.

Cubra a taça com plástico e deixe a massa repousar durante uma hora à temperatura ambiente.

Misture os ingredientes do recheio. Incorpore os mirtilos no fim, com cuidado para não os esmagar demasiado.

Estenda a massa num retângulo com cerca de 20 x 30 cm. Espalhe o recheio sobre toda a massa.

Forme a coroa seguindo os passos descritos na p. 33, transferindo-os para um tabuleiro forrado com papel vegetal antes de a cortar.

Coloque uma folha de papel vegetal em cima da coroa (não use um pano, porque há o perigo de ficar manchado pelos mirtilos) e depois envolva com película aderente ou um saco de plástico grande.

Leve o tabuleiro ao frigorífico durante 10-16 horas.

Retire o tabuleiro do frigorífico. Preaqueça o forno a 200-230 ºC, ligando a ventoinha.

Pincele a coroa com o ovo batido e espalhe pepitas de açúcar por cima.

Coza a coroa na parte inferior do forno durante 20-25 minutos.

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