Poemas de Adília Lopes
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17 de janeiro de 2020
Os poemas que escrevo
são moinhos
que andam ao contrário
as águas que moem
os moinhos
que andam ao contrário
são as águas passadas
Mesmo
uma linha
recta
é o labirinto
porque
entre
cada dois pontos
está o infinito
O Inferno
são os outros
mas o Céu
também
O marulho do mar
nas praias atlânticas
o marulho do vento
na folhagem dos choupos
da minha rua lisboeta
Adília Lopes, Dobra