Minimalismo: como descomplicar e ter mais tempo
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17 de janeiro de 2020
Cláudia Ganhão tinha uma vida “normal”, que incluía um emprego numa multinacional, onde trabalhou mais de uma década. Até que, aos 41 anos, farta de se sentir sempre cansada e de viver em piloto automático, decidiu recomeçar. Não sabia o que queria, mas sabia o que não queria. E foi através do minimalismo que descobriu um novo rumo, que lhe permitiu descomplicar e simplificar.
Atualmente é especialista em minimalismo e desenvolvimento pessoal, dedicando-se a ajudar outras pessoas a recuperar o seu próprio equilíbrio. Com esse propósito, escreveu um livro, O Teu Minimalismo. Quisemos saber mais e fomos falar com a autora!
Atualmente é especialista em minimalismo e desenvolvimento pessoal, dedicando-se a ajudar outras pessoas a recuperar o seu próprio equilíbrio. Com esse propósito, escreveu um livro, O Teu Minimalismo. Quisemos saber mais e fomos falar com a autora!
Cláudia Ganhão é especialista em minimalismo e desenvolvimento pessoal.
ENTREVISTA A CLÁUDIA GANHÃO, ESPECIALISTA EM MINIMALISMO
É licenciada em Química e trabalhou quase 15 anos numa multinacional. Como e quando descobriu o minimalismo?
O minimalismo sempre foi um conceito pelo qual fui apaixonada, pelo menos desde 2010, talvez, mas só em teoria. Acompanhava todos os blogues sobre o tema e sempre imaginei que um dia iria lá chegar! Mas tinha uma vida demasiado corrida para ter disponibilidade para o adotar! Em 2018, devido a um problema de saúde, fui obrigada a parar e descobri o minimalismo na prática.
O que é o minimalismo e quem pode beneficiar dele?
O minimalismo é uma filosofia de vida bem simples, que nos diz que nos devemos focar no que é essencial para cada um de nós e deixar ir o resto. Isso significa que todos podemos beneficiar do mesmo, pois cada um de nós pode construir o seu minimalismo.
A que níveis da nossa vida podemos aplicá-lo?
Em todas as áreas da nossa vida. No meu livro O Teu Minimalismo, abordo a aplicabilidade à casa, ao bem-estar, nas relações, na parentalidade, no trabalho e nos projetos, na vida digital e na gestão financeira.
Há vários mitos associados ao minimalismo: que os minimalistas são vegan, não compram roupas, não dão prendas, etc. Há algum que seja verdadeiro?
Não há nenhum que seja verdadeiro ou falso, o mais importante de tudo é relembrar que o minimalismo não tem regras. Mas claro que podemos encontrar minimalistas vegan, minimalistas que não dão prendas, etc. Isso são tudo opções, o minimalismo em si não nos impõe regras fixas.
Como se encontra o equilíbrio entre simplificar sem tornar a vida demasiado vazia ou pobre?
Esse equilíbrio é sem dúvida muito pessoal. No entanto, eu diria que o mais importante é focarmo-nos no que nos é essencial, nas coisas que queremos manter perto de nós, em vez de nos focarmos no que vai embora. Se o nosso foco estiver do lado certo, saberemos sempre se estamos a passar os nossos limites e a esvaziar demais a nossa vida.
Pressionadas entre cuidar dos filhos, dos pais, manter o casamento saudável, uma vida social e cultural, o medo de dizer não a mais trabalho e perder o emprego, ter de contar os cêntimos para que cheguem ao final do mês... – todas as mulheres podem realmente “dar-se ao luxo” de parar e simplificar?
Eu diria que podem e devem! Simplificar só nos traz benefícios que ajudam a lidar com essa pressão: mais foco no que realmente importa, sem ceder às pressões e tentações da sociedade, traz-nos mais tempo e maior consciência.
Qual é o primeiro passo para recomeçar/simplificar?
O primeiro passo é parar e fazer uma reflexão acerca do que é mesmo importante para nós, para que não façamos nada só porque os outros estão a fazer. E depois de termos consciência do que queremos para nós e para a nossa vida, começamos por eliminar tudo aquilo que não queremos: compromissos, objetos, pessoas, etc....
A pandemia ajudou-nos de alguma forma a focarmo-nos mais no essencial ou teve o efeito contrário?
Acredito que nos ajudou sem dúvida a focar no que é essencial. Nunca a nossa saúde e as nossas relações mais próximas foram tão importantes e privilegiadas.
A nível das relações humanas, a pandemia trouxe muitos desafios, ao colocar distância física entre as pessoas e “proibir” abraços, beijos e o toque. Como podemos ultrapassar isso sem nos tornarmos demasiado dependentes da tecnologia?
Com regras bem definidas em termos do tempo que passamos online, e com a premissa de que é algo temporário e que em breve voltaremos a poder abraçar-nos, beijar-nos e tocarmo-nos em segurança.
Onde encontra inspiração para inspirar os outros?
Nos livros que leio, nos meus filhos, na natureza e nas coisas simples: o cheiro a terra molhada, uma cama feita de lavado, o cheiro a um bolo acabado de fazer...
Qual é o seu refúgio nos momentos difíceis?
A casa dos meus pais, na aldeia onde nasci e cresci, no concelho de Mafra, onde o tempo passa mais devagar e tudo acontece ao ritmo da natureza. E os meus filhos, Laura e Lourenço, que me remetem sempre para o essencial.
Qual foi o último livro que leu e que a inspirou?
6 Minutos para Mudar a Sua vida de Dominik Spenst, um livro prático que nos ajuda a apreciar o aqui e o agora de forma mais consciente, através do journaling.
O minimalismo sempre foi um conceito pelo qual fui apaixonada, pelo menos desde 2010, talvez, mas só em teoria. Acompanhava todos os blogues sobre o tema e sempre imaginei que um dia iria lá chegar! Mas tinha uma vida demasiado corrida para ter disponibilidade para o adotar! Em 2018, devido a um problema de saúde, fui obrigada a parar e descobri o minimalismo na prática.
O que é o minimalismo e quem pode beneficiar dele?
O minimalismo é uma filosofia de vida bem simples, que nos diz que nos devemos focar no que é essencial para cada um de nós e deixar ir o resto. Isso significa que todos podemos beneficiar do mesmo, pois cada um de nós pode construir o seu minimalismo.
A que níveis da nossa vida podemos aplicá-lo?
Em todas as áreas da nossa vida. No meu livro O Teu Minimalismo, abordo a aplicabilidade à casa, ao bem-estar, nas relações, na parentalidade, no trabalho e nos projetos, na vida digital e na gestão financeira.
O Teu Minimalismo ensina-lhe como simplificar seu o dia a dia e ter (mais) tempo para si.
Não há nenhum que seja verdadeiro ou falso, o mais importante de tudo é relembrar que o minimalismo não tem regras. Mas claro que podemos encontrar minimalistas vegan, minimalistas que não dão prendas, etc. Isso são tudo opções, o minimalismo em si não nos impõe regras fixas.
Como se encontra o equilíbrio entre simplificar sem tornar a vida demasiado vazia ou pobre?
Esse equilíbrio é sem dúvida muito pessoal. No entanto, eu diria que o mais importante é focarmo-nos no que nos é essencial, nas coisas que queremos manter perto de nós, em vez de nos focarmos no que vai embora. Se o nosso foco estiver do lado certo, saberemos sempre se estamos a passar os nossos limites e a esvaziar demais a nossa vida.
Pressionadas entre cuidar dos filhos, dos pais, manter o casamento saudável, uma vida social e cultural, o medo de dizer não a mais trabalho e perder o emprego, ter de contar os cêntimos para que cheguem ao final do mês... – todas as mulheres podem realmente “dar-se ao luxo” de parar e simplificar?
Eu diria que podem e devem! Simplificar só nos traz benefícios que ajudam a lidar com essa pressão: mais foco no que realmente importa, sem ceder às pressões e tentações da sociedade, traz-nos mais tempo e maior consciência.
Qual é o primeiro passo para recomeçar/simplificar?
O primeiro passo é parar e fazer uma reflexão acerca do que é mesmo importante para nós, para que não façamos nada só porque os outros estão a fazer. E depois de termos consciência do que queremos para nós e para a nossa vida, começamos por eliminar tudo aquilo que não queremos: compromissos, objetos, pessoas, etc....
A pandemia ajudou-nos de alguma forma a focarmo-nos mais no essencial ou teve o efeito contrário?
Acredito que nos ajudou sem dúvida a focar no que é essencial. Nunca a nossa saúde e as nossas relações mais próximas foram tão importantes e privilegiadas.
A nível das relações humanas, a pandemia trouxe muitos desafios, ao colocar distância física entre as pessoas e “proibir” abraços, beijos e o toque. Como podemos ultrapassar isso sem nos tornarmos demasiado dependentes da tecnologia?
Com regras bem definidas em termos do tempo que passamos online, e com a premissa de que é algo temporário e que em breve voltaremos a poder abraçar-nos, beijar-nos e tocarmo-nos em segurança.
Onde encontra inspiração para inspirar os outros?
Nos livros que leio, nos meus filhos, na natureza e nas coisas simples: o cheiro a terra molhada, uma cama feita de lavado, o cheiro a um bolo acabado de fazer...
Qual é o seu refúgio nos momentos difíceis?
A casa dos meus pais, na aldeia onde nasci e cresci, no concelho de Mafra, onde o tempo passa mais devagar e tudo acontece ao ritmo da natureza. E os meus filhos, Laura e Lourenço, que me remetem sempre para o essencial.
Qual foi o último livro que leu e que a inspirou?
6 Minutos para Mudar a Sua vida de Dominik Spenst, um livro prático que nos ajuda a apreciar o aqui e o agora de forma mais consciente, através do journaling.