LIVRO DO MÊS: «Uma Terra Prometida», de Barack Obama
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17 de janeiro de 2020
UMA TERRA PROMETIDA
BARACK OBAMA
BARACK OBAMA
Muitos presidentes escreveram as suas memórias e Barack Obama não fugiu ao chamamento. Mas este não é apenas 'mais um livro' entre tantos outros.
Uma Terra Prometida é o primeiro volume de memórias do 44.º Presidente dos Estados Unidos da América. Barack Obama narra a história da sua improvável odisseia: de jovem em busca da própria identidade a líder do mundo livre, descrevendo, de forma extraordinariamente minuciosa e pessoal, a sua educação política assim como os momentos-chave do primeiro mandato – um tempo de grande agitação e profunda transformação.
Neste livro, Obama convida-nos a embarcar numa viagem desde as primeiras aspirações políticas à decisiva vitória na convenção de Iowa, que culminou no histórico dia 4 de novembro de 2008.
Debruçando-se sobre a sua experiência, faz não só uma análise única sobre o alcance e os limites dos poderes presidenciais, abrindo-nos a porta da Sala Oval e da Sala de Crise da Casa Branca mas também oferecendo-nos um bilhete até Moscovo, a Pequim, passando pelo Cairo, à medida que nos confia os seus pensamentos em momentos cruciais, tais como a crise financeira global, a aprovação da lei de acesso universal a cuidados de saúde ou a morte de Osama Bin Laden.
Mais do que um relato sobre a ascensão política ou uma reflexão sobre a presidência esta é, sobretudo, uma obra extraordinariamente introspetiva que serve de janela para a mente de um presidente que se bateu e se continua a bater por uma democracia alicerçada na empatia e na compreensão mútua, construída em conjunto dia após dia.
Uma Terra Prometida é o primeiro volume de memórias do 44.º Presidente dos Estados Unidos da América. Barack Obama narra a história da sua improvável odisseia: de jovem em busca da própria identidade a líder do mundo livre, descrevendo, de forma extraordinariamente minuciosa e pessoal, a sua educação política assim como os momentos-chave do primeiro mandato – um tempo de grande agitação e profunda transformação.
Neste livro, Obama convida-nos a embarcar numa viagem desde as primeiras aspirações políticas à decisiva vitória na convenção de Iowa, que culminou no histórico dia 4 de novembro de 2008.
Debruçando-se sobre a sua experiência, faz não só uma análise única sobre o alcance e os limites dos poderes presidenciais, abrindo-nos a porta da Sala Oval e da Sala de Crise da Casa Branca mas também oferecendo-nos um bilhete até Moscovo, a Pequim, passando pelo Cairo, à medida que nos confia os seus pensamentos em momentos cruciais, tais como a crise financeira global, a aprovação da lei de acesso universal a cuidados de saúde ou a morte de Osama Bin Laden.
Mais do que um relato sobre a ascensão política ou uma reflexão sobre a presidência esta é, sobretudo, uma obra extraordinariamente introspetiva que serve de janela para a mente de um presidente que se bateu e se continua a bater por uma democracia alicerçada na empatia e na compreensão mútua, construída em conjunto dia após dia.
EXCERTO
«Como estivéramos enjaulados durante o Inverno, tirámos o máximo partido do novo jardim. Mandámos instalar um baloiço para Sasha e Malia, perto da piscina, mesmo em frente à Sala Oval. Quando levantava a cabeça depois de uma reunião de final de tarde sobre esta ou aquela crise, conseguia vislumbrar as meninas a brincar lá fora, as caras a transparecer felicidade enquanto subiam bem alto nos baloiços. Também montámos tabelas de basquetebol de cada extremo dos courts de ténis, para onde me esgueirava com Reggie para encestar umas bolas e onde os funcionários podiam fazer uns jogos intergabinetes de cinco contra cinco.
Além disso, com a ajuda de Sam Kass, bem como do horticultor da Casa Branca e de uma trupe de entusiastas alunos do quinto ano de uma escola local, a Michelle plantara a sua horta. Aquilo que esperávamos vir a ser um importante mas modesto projecto de incentivo a uma alimentação saudável acabou por se transformar num verdadeiro fenómeno, servindo de inspiração a hortas escolares e comunitárias por todo o país, atraindo a atenção mundial e gerando tantos produtos no fim desse Verão – couves-galegas, cenouras, pimentos, funcho, cebolas, alfaces, brócolos, morangos, mirtilos, um pouco de tudo –, que a cozinha da Casa Branca começou a doar caixotes de legumes que sobravam a bancos alimentares locais. como bónus inesperado, soubemos que um elemento da equipa de manutenção era apicultor amador e demos-lhe autorização para criar uma pequena colmeia: além de acabar por produzir mais de 45 quilos de mel por ano, um pequeno e empreendedor de cerveja da Messe da Marinha, sgeriu que poderíamos usar o mel numa receita de cerveja, o que resultou na aquisição de um kit de produção doméstica e me transformou no primeiro produtor de cerveja presidencial (constou-me que George Washington produzia o seu próprio uísque).
Mas de todos os prazeres que esse primeiro ano na Casa Branca traria, nenhum se comparou à chegada, em meados de Abril, de Bo, uma bola de pelo preto de quatro patas que só apetecia abraçar, o peito e as patas da frente brancos como neve. (…)»
Além disso, com a ajuda de Sam Kass, bem como do horticultor da Casa Branca e de uma trupe de entusiastas alunos do quinto ano de uma escola local, a Michelle plantara a sua horta. Aquilo que esperávamos vir a ser um importante mas modesto projecto de incentivo a uma alimentação saudável acabou por se transformar num verdadeiro fenómeno, servindo de inspiração a hortas escolares e comunitárias por todo o país, atraindo a atenção mundial e gerando tantos produtos no fim desse Verão – couves-galegas, cenouras, pimentos, funcho, cebolas, alfaces, brócolos, morangos, mirtilos, um pouco de tudo –, que a cozinha da Casa Branca começou a doar caixotes de legumes que sobravam a bancos alimentares locais. como bónus inesperado, soubemos que um elemento da equipa de manutenção era apicultor amador e demos-lhe autorização para criar uma pequena colmeia: além de acabar por produzir mais de 45 quilos de mel por ano, um pequeno e empreendedor de cerveja da Messe da Marinha, sgeriu que poderíamos usar o mel numa receita de cerveja, o que resultou na aquisição de um kit de produção doméstica e me transformou no primeiro produtor de cerveja presidencial (constou-me que George Washington produzia o seu próprio uísque).
Mas de todos os prazeres que esse primeiro ano na Casa Branca traria, nenhum se comparou à chegada, em meados de Abril, de Bo, uma bola de pelo preto de quatro patas que só apetecia abraçar, o peito e as patas da frente brancos como neve. (…)»
14 de Abril de 2009.
Obama passeia o então novo cão, Bo, nos jardins da Casa Branca. O cão de água português, oferecido por Ted e Vicki Kennedy, tornou-se a mascote da família Obama.
Créditos da imagem: Jim Young/Reuters
Obama passeia o então novo cão, Bo, nos jardins da Casa Branca. O cão de água português, oferecido por Ted e Vicki Kennedy, tornou-se a mascote da família Obama.
Créditos da imagem: Jim Young/Reuters