Francisco Mota Saraiva conquista o Prémio Literário José Saramago 2024
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20 de novembro de 2024
Francisco Mota Saraiva é o vencedor da 13.ª edição do Prémio Literário José Saramago, com o romance inédito Morramos ao menos no porto, o seu segundo livro. O prémio, um dos mais importantes da literatura lusófona, inclui a publicação desta obra em 2025 pelo Grupo Porto Editora, em Portugal, e pela Globo Livros no Brasil, a sua distribuição em todos os países da lusofonia e ainda um valor pecuniário de 40 mil euros.
O autor, nascido em Coimbra em 1988, é jurista e consultor e, paralelamente, tem vindo a afirmar-se no panorama literário português. Em 2021, recebeu uma bolsa de criação literária da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas e, em 2023, beneficiou de uma residência literária atribuída pela Fundação Eça de Queiroz. O seu primeiro romance, Aqui Onde Canto e Ardo, valeu-lhe o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís no mesmo ano.
Na cerimónia de entrega do prémio, a escritora Adriana Lisboa, membro do júri e vencedora do prémio em 2003, considerou que o romance agora premiado é «uma obra de rara musicalidade e linguagem singular», simultaneamente «um livro de sombras» e «uma história de um grande amor». Mas teremos de aguardar até ao ano que vem para o lermos e descobrirmos.
O autor, nascido em Coimbra em 1988, é jurista e consultor e, paralelamente, tem vindo a afirmar-se no panorama literário português. Em 2021, recebeu uma bolsa de criação literária da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas e, em 2023, beneficiou de uma residência literária atribuída pela Fundação Eça de Queiroz. O seu primeiro romance, Aqui Onde Canto e Ardo, valeu-lhe o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís no mesmo ano.
Na cerimónia de entrega do prémio, a escritora Adriana Lisboa, membro do júri e vencedora do prémio em 2003, considerou que o romance agora premiado é «uma obra de rara musicalidade e linguagem singular», simultaneamente «um livro de sombras» e «uma história de um grande amor». Mas teremos de aguardar até ao ano que vem para o lermos e descobrirmos.
O AUTOR, NAS SUAS PALAVRAS
No seu site, o escritor apresenta-se, em breves linhas, aos leitores. Conta-nos que o seu percurso na escrita ficou marcado pelas histórias que o pai lhe lia na infância, antes de adormecer. Desde então, nunca mais largou os livros. «Por volta dos meus 14 anos, inspirado pela leitura dos primeiros ditos clássicos, os quais achava tão difíceis quanto belos, comecei a escrever pequenos contos e narrativas; uma necessidade já decorrente da fraca poesia que punha no papel desde muito cedo».
Escritores como Agustina, Lobo Antunes, Eça, Ferreira de Castro, Ana Margarida de Carvalho, Gonçalo M. Tavares, Maria Velho da Costa ou Carlos de Oliveira estão entre as suas referências nacionais; García Márquez, Dostoievski, Borges, Proust, Céline, Lispector ou Dickens, entre as estrangeiras. Além da literatura, o autor inspira-se no cinema – sobretudo em Kubrick, Bergman, Lynch ou os irmãos Coen – e na pintura – com Paula Rego, Graça Morais, Goya, Caravaggio ou Rembrandt, porque, considera, «a arte é um multiplicador».
Francisco Mota Saraiva considera que a sua escrita é de «um estilo confuso e enigmático» mas «digno» e que a linguagem não é a mesma hoje e amanhã. O que permanece são as palavras e a frase escrita.
Escritores como Agustina, Lobo Antunes, Eça, Ferreira de Castro, Ana Margarida de Carvalho, Gonçalo M. Tavares, Maria Velho da Costa ou Carlos de Oliveira estão entre as suas referências nacionais; García Márquez, Dostoievski, Borges, Proust, Céline, Lispector ou Dickens, entre as estrangeiras. Além da literatura, o autor inspira-se no cinema – sobretudo em Kubrick, Bergman, Lynch ou os irmãos Coen – e na pintura – com Paula Rego, Graça Morais, Goya, Caravaggio ou Rembrandt, porque, considera, «a arte é um multiplicador».
Francisco Mota Saraiva considera que a sua escrita é de «um estilo confuso e enigmático» mas «digno» e que a linguagem não é a mesma hoje e amanhã. O que permanece são as palavras e a frase escrita.
OUTROS VENCEDORES DO PRÉMIO LITERÁRIO JOSÉ SARAMAGO
O Prémio Literário José Saramago é promovido pela Fundação Círculo de Leitores, com o apoio da Fundação José Saramago, da Porto Editora, da Globo Livros e da Delta.
Conheça também os vencedores das cinco edições anteriores:
2022 – Rafael Gallo (leia aqui a nossa entrevista a este escritor)
2019 – Afonso Reis Cabral (leia aqui o nosso Questionário Proust a este escritor)
2017 – Julián Fuks
2015 – Bruno Vieira Amaral (veja aqui a nossa entrevista a este escritor)
2013 – Ondjaki (veja aqui a nossa entrevista a este escritor)
Conheça também os vencedores das cinco edições anteriores:
2022 – Rafael Gallo (leia aqui a nossa entrevista a este escritor)
2019 – Afonso Reis Cabral (leia aqui o nosso Questionário Proust a este escritor)
2017 – Julián Fuks
2015 – Bruno Vieira Amaral (veja aqui a nossa entrevista a este escritor)
2013 – Ondjaki (veja aqui a nossa entrevista a este escritor)
JÁ CONHECE O DOCUMENTÁRIO HERDEIROS DE SARAMAGO?
Filmado em Portugal, no Brasil e em Angola, o documentário biográfico, da autoria do jornalista Carlos Vaz Marques, revisita e acompanha de forma íntima o quotidiano de Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Andréa Del Fuego, Ondjaki, Bruno Vieira Amaral, Julián Fuks e Afonso Reis Cabral pretendendo colmatar a escassez de documentos audiovisuais atuais.
Saiba mais sobre o documentário aqui.
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