Beijos inesquecíveis da Literatura: conhece-os a todos?

O poder das palavras é tão forte que há beijos quase palpáveis.
Possivelmente a história de amor mais famosa da literatura. Apesar do trágico desfecho, o beijo na varanda de Romeu e Julieta, sob juras de amor eterno, é inesquecível. Um clássico imperdível e atemporal.
Há muitos beijos apaixonados, sufocantes, desenfreados e até inoportunos neste livro de referência de García Márquez, Prémio Nobel da Literatura. O autor retrata uma relação inconstante, numa permanente celebração do amor.
Esta construção quase etérea de Haruki Murakami mostra-nos um rebuscado triângulo amoroso entre um professor primário, K, uma rapariga desmazelada e independente de 22 anos, Sumire, e uma outra mulher de meia idade, Miu, por quem Sumire se apaixona perdidamente. Cativante e compulsivo, é impossível parar de ler.
Dado novamente à estampa após 10 anos fora das livrarias, Bom Dia, Tristeza fala-nos sobre a terrível beleza da adolescência, de forma pueril e despudorada. Escrito aos 19 anos por Françoise Sagan, caiu como uma bomba no seio da comunidade francesa em 1954. Mas isso não o impediu de vencer o Prémio dos Críticos e de se tornar uma referência mundial. Aqui, há de tudo um pouco: consumo de álcool e drogas, sexo, relações livres e, claro, muitos beijos, sobretudo entre a protagonista Cécile e o seu amor de verão Cyril. É leitura obrigatória.
Emma Bovary é uma mulher, casada e infeliz, que cresceu a ler literatura romântica, projetando aqueles sonhos para a sua vida real. A partir do momento em que se casa com Charles, vive revoltada pela felicidade que lhe falta e pelos sonhos impossíveis, até que acaba por se envolver com Rudolphe, um burguês charmoso, que lhe apazigua os desejos mais voluptuosos. Esta obra é um marco do realismo literário, um grito de Flaubert contra a estupidez e o tédio.
Istambul, século XX. Kemal é ofuscado de amor por Füsun, uma rapariga de 18 anos, sua familiar, e 12 anos mais jovem que ele. Logo na primeira página do livro, Orhan Pamuk descreve uma cena de amor cúmplice: «O nosso êxtase era tão profundo que continuamos a beijar-nos (…)». O escritor revela uma paixão obsessiva - que dá origem a um museu - e fala-nos, acima de tudo, sobre a grandiosidade do amor e dos afetos. Um livro de uma beleza imensa.

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