«A uma borboleta», de William Wordsworth


A UMA BORBOLETA

Não, espera, fica – aonde vais!
Deixa-me ver-te um pouco mais,
Conversemos, que bem me fazes,
A minha infância toda trazes!
Não vás; porquê tão apressada?
O que passou refazes:
Ó bela criatura alada,
A forma da família amada
A do meu pai, me trazes!

Quão gratos, gratos esses dias,
O tempo de mil tropelias
Quando eu e a minha mana ríamos
E atrás de borboletas íamos!
Aos saltos, caçador sem susto,
Seguia o ser de muitas casas ¿
De feto aqui, ali arbusto;
Já ela, Deus a tenha, a custo
Lhes espanava as asas.

William Wordsworth, Poemas Escolhidos

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