À procura do segredo sueco para viver bem?

Descubra como ser feliz ao jeito sueco.
Intimidades
Capa do livro Lagom, de Lola A. Åkerström
E viveram felizes para sempre
Os nórdicos parecem ter descoberto o elixir da felicidade eterna. Depois do "hygge", dos dinamarqueses, agora a palavra de ordem é "lagom", um conceito largamente divulgado e adotado na Suécia que ajuda - prometem eles - a viver melhor e, até, conquistar a felicidade eterna. Como num conto de fadas.
Mas afinal o que é Lagom?
Lagom (pronuncia-se “laa-gom”) é uma forma de estar na vida que “privilegia a harmonia, o equilíbrio, a moderação e a satisfação com aquilo de que dispomos”. Mas desengane-se quem acredita que basta procurar na prateleira o frasco com o rótulo “Lagom” e beber um gole para começar a sentir os efeitos positivos.
A pensar nos que querem dar os primeiros passos no estilo de vida Lagom, a escritora premiada Lola A. Åkerström publicou um livro que é uma espécie de manual de boas vindas ao estilo de vida dos suecos e que pressupõe alguns segredos que concorrem para uma vida melhor. Hoje apresentamos os nossos preferidos.
“Onde existe modéstia, existe virtude”
No início do livro Lagoom, Lola A. Åkerström conta aos leitores como, nos seus primeiros tempos na Suécia, foi convidada para um jantar informal com músicos suecos que atuavam em palcos do mundo inteiro. “Para eles”, explica a autora, “uma semana normal podia implicar tocar em cerimónias de entrega do Prémio Nobel ou num concerto mais privado para a família real sueca”.
Nesse serão, o que mais surpreendeu Lola foi, por um lado, ninguém se gabar dos seus feitos de forma gratuita e, por outro, até desvalorizarem as suas aptidões. Por exemplo, “a média de línguas faladas fluentemente no grupo era de três por pessoa”, comenta Lola, mas todos desvalorizavam o facto dizendo que não eram falantes nativos.
Aquilo que, inicialmente, a autora interpretou como humildade e modéstia rapidamente tomou outra forma e outro nome: Lagom, a norma sueca. Ou como diz o provérbio do país: "onde existe modéstia, existe virtude".
“Dê o mesmo que recebe, responda apenas ao que é perguntado"
Os suecos não são adeptos de conversa de circunstância nem tão pouco se envolvem em manifestações públicas desnecessárias. Há uma certa quietude nos suecos que muitas vezes é interpretada como frieza. Na verdade, é apenas Lagom.
Outra das situações em que a escritora esteve envolvida ilustra isso na perfeição: um grupo de passageiros, na chegada a Estocolmo, aguarda silenciosamente pelas suas malas que demoram a aparecer junto do tapete de recolha de bagagem. “Ali”, conta a autora, “no ecossistema da mentalidade sueca, frisar o óbvio parecia desnecessário.” Ninguém se queixava em voz alta, apenas esperavam pacientemente pela resolução do problema.
“A quantidade certa é a melhor”
Escreve a autora na página três de Lagom:
  • “Movemo-nos a um ritmo antinatural, ao tentarmos acompanhar os outros, mantermo-nos indispensáveis e evitar ficarmos metaforicamente para trás. Sentimos continuamente a luta interior contra as pressões externas que nos rodeiam – do trabalho, lazer, relações e sociedade. Desviamo-nos constantemente dos caminhos naturais da nossa vida e por vezes somos obrigados a premir os nossos botões de reset individuais.”
Lagom é uma chamada de atenção para o facto de ser mais importante satisfazer as nossas necessidades emocionais do que os nossos desejos. Não podemos estar sempre descontentes. Mas também não podemos conformar-nos com tudo. Existe sempre um meio termo e é a isso que o ser humano deve almejar. Este livro pretende dar-nos aquele empurrãozinho nessa busca pelo equilíbrio individual.
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