Últimos Cigarros

Sobre o Prazer e o Vício de Fumar

de Ítalo Svevo
Editor: 101 Noites - Criação de Produtos Culturais, abril de 2005 ‧
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Considerado um dos mais importantes romancistas italianos, na esteira de Proust, Joyce, Kafka ou Musil, Italo Svevo, pseudónimo de Ettore Schmitz, revela-nos neste texto a sua obsessão pelo tabaco. Excerto de "A Consciência de Zeno", uma das suas mais conhecidas obras, "Últimos Cigarros" relata a história da relação conflituosa que o escritor manteve ao longo da vida com o vício e o prazer de fumar.

"E este prazer deveria ser sem dúvida enorme para Svevo, de tal forma o acompanhou até aos últimos momentos de vida: segundo a esposa, aquele encontrava-se já de cama, debilitado e gravemente ferido na sequência do acidente automóvel que acabaria por vitimá-lo, quando viu que um seu familiar acendia um cigarro. Fez-lhe então um gesto de pedido para fumar um também. Como este lho recusasse, Svevo respondeu-lhe em tom algo embaraçado: "Este seria mesmo o último cigarro."
Teresa Bairos, Do prefácio.

"O que faz desta história vulgar um texto genial é o estilo do autor, ágil e rápido, sagaz e conciso, de uma elegância estilística a toda a prova, perfeito no ritmo e na atenção aos detalhes."
José Mário Silva, Diário de Notícias

"A angústia do fumador antes do último cigarro (perdoe-se a apropriação...) e depois, encontra em Zeno [...] a personagem perfeita. Alguém que continuamente empurra com a barriga decisões e culpa o tabaco por isso."
Dóris Graça Dias, Expresso

"Zeno fuma. Muito. Desde a primeira adolescência. Aos vinte anos descobre que odeia o tabaco e passa a aliar ao vício outra obsessão: a de largar o vício. Obsessão falhada e ela própria viciosamente circular, ou não fosse parte integrante do prazer e da culpa de fumar."

"Zeno fuma. Muito. Desde a primeira adolescência. Aos vinte anos descobre que odeia o tabaco e passa a aliar ao vício outra obsessão: a de largar o vício. Obsessão falhada e ela própria viciosamente circular, ou não fosse parte integrante do prazer e da culpa de fumar."

Últimos Cigarros

Sobre o Prazer e o Vício de Fumar

de Ítalo Svevo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728494384
Editor: 101 Noites - Criação de Produtos Culturais
Data de Lançamento: abril de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 115 x 170 mm
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Coleção: Biblioteca Portátil
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789728494384
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Ítalo Svevo

Italo Svevo, pseudónimo do escritor e dramaturgo Aron Hector Schmitz, nasceu em Trieste, cidade do Império Austro-Húngaro à altura, a 19 de dezembro de 1861.
Até aos 18 anos, estudou num colégio interno alemão com os seus irmãos, até que regressou a Trieste, onde continuou a sua formação por mais dois anos, altura em que o pai declara falência e Aron é forçado e procurar um emprego para se sustentar. Ao longo dos vinte anos seguintes, trabalha como bancário no Unionbank de Viena, experiência que o inspirará a escrever, em 1892, o seu primeiro romance, Una Vita, que assinou como Italo Svevo.
A receção à sua obra de estreia foi fraca, não melhorando significativamente quando, em 1898, publicou Senilità.
Pacifista, humanista, defensor do Socialismo-Democrático e, depois da guerra, de uma união económica europeia, irá também colaborar com o periódico socialista L’indipendente, com artigos de opinião neste período.
Em 1896, casa com a prima, Livia Veneziani, e torna-se sócio do negócio de tintas industriais, usadas em navios de guerra, montado pelo sogro. O negócio floresce e é aberta uma sucursal em Inglaterra, onde Svevo viveu parte da sua vida e onde conheceu James Joyce. Esta amizade influenciaria fortemente o futuro de ambos: Svevo seria a inspiração de Joyce para a personagem do clássico modernista Ulisses, Leopold Bloom; e Joyce determinaria a receção da obra mais importante de Svevo, o romance psicológico de forte cariz autobiográfico A Consciência de Zeno, autopublicado em 1923, cujo herói, Zeno Cosini, na sua demanda para se curar do vício do tabaco, não consegue lidar com a ideia de fumar um último cigarro.
A 13 de setembro de 1928, quando regressava com a família das termas de Bormio, não resistiu aos ferimentos causados por um acidente de viação e morreu, aos 66 anos, deixando o seu quarto romance, Il Vechione — a continuação de A Consciência de Zeno — por terminar.

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