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The Quintessence 1947-1959 - CD Música

de Billie Holiday
editora: FREMEAUX & ASSOCIES, setembro de 2018 ‧
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ALINHAMENTO


Disco 1
01 - Easy Living
02 - I Love You Porgy
03 - Crazy He Calls Me
04 - Detour Ahead
05 - Lover, Come Back to Me
06 - You Go to My Head
07 - You Turned the Tables On Me
08 - These Foolish Things
09 - Love for Sale
10 - Tenderly
11 - Autumn in New York
12 - He's Funny That Way
13 - Annonce & Blue Moon
14 - What a Little Moonlight Can Do
15 - Too Marvelous for Words
16 - I Thought About You
17 - Say It Isn't So
18 - I've Got My Love to Keep Me Warm
19 - Always
20 - Everything Happens to Me
21 - Prelude to a Kiss

Disco 2
01 - What's New?
02 - Do Nothing Till You Hear from Me
03 - We'll Be Together Again
04 - April in Paris
05 - Lady Sings the Blues
06 - Billie's Blues
07 - I Cried for You
08 - Body and Soul
09 - One for My Baby
10 - Embraceable You (Feat. Sheryl Crow)
11 - Fine and Mellow
12 - I'm a Fool to Want You
13 - The End of a Love Affair
14 - You've Changed
15 - All the Way
16 - When It's Sleepy Time Down South

The Quintessence 1947-1959 - CD

de Billie Holiday

Propriedade Descrição
editora: FREMEAUX & ASSOCIES
Data de Lançamento: setembro de 2018
Dimensões: 125 x 140 x 8 mm
Tipo de produto: Música
Classificação Temática: Jazz/Blues > Jazz Vocal
EAN: 3448960306621
Número de discos: 2
Formato: CD / Album

SOBRE O ARTISTA

Billie Holiday

Billie Holiday, nascida Eleanora Fagan a 7 de abril de 1915, em Filadélfia, Pensilvânia, é amplamente considerada uma das maiores e mais influentes cantoras de jazz de todos os tempos. Conhecida pela sua voz única, capacidade de interpretação emotiva e pelo seu estilo inconfundível, Holiday deixou um legado duradouro na música, influenciando gerações de artistas.

Holiday cresceu em Baltimore, Maryland, em condições difíceis, enfrentando a pobreza e uma infância problemática. Aos 13 anos, mudou-se para Nova Iorque com a sua mãe e começou a cantar em clubes de Harlem para sobreviver. Foi nessa época que adotou o nome "Billie," inspirado pela atriz Billie Dove, e começou a atrair atenção por sua voz distinta.

A sua grande oportunidade veio em 1933, quando foi descoberta pelo produtor John Hammond, que a apresentou ao público nova-iorquino. Em 1935, Holiday gravou com a orquestra de Teddy Wilson, produzindo clássicos como "What a Little Moonlight Can Do" e "Miss Brown to You." Essas gravações revelaram a sua habilidade única de transformar canções populares em interpretações profundamente pessoais e emocionais.

Ao longo dos anos 1930 e 1940, Billie Holiday tornou-se uma das principais cantoras de jazz, colaborando com músicos lendários como Lester Young, Count Basie e Artie Shaw. Foi durante esse período que ganhou o apelido de "Lady Day," dado por Lester Young, que se tornaria um dos seus amigos mais próximos e colaboradores regulares.

Uma das canções mais poderosas e influentes de Holiday foi "Strange Fruit," gravada em 1939. A música, que descreve o linchamento de afro-americanos no sul dos Estados Unidos, tornou-se um hino de protesto contra o racismo e é frequentemente citada como uma das primeiras canções de protesto na música popular. A gravação de "Strange Fruit" destacou não apenas o talento vocal de Holiday, mas também a sua coragem em abordar questões sociais através da sua música, numa época em que tais temas eram raramente discutidos publicamente.

Nos anos 1940, Billie Holiday enfrentou uma série de desafios pessoais, incluindo problemas com abuso de substâncias e dificuldades legais. Apesar disso, continuou a gravar e a fazer digressões, produzindo algumas das suas gravações mais memoráveis, como "God Bless the Child," "Lover Man," e "Don't Explain." A sua voz, que já era conhecida pela sua riqueza emocional, tornou-se ainda mais profunda e expressiva, refletindo as suas experiências de vida.

Em 1956, Holiday publicou a sua autobiografia, Lady Sings the Blues, que foi adaptada para um filme em 1972, estrelado por Diana Ross. A sua vida pessoal atribulada e a sua luta contra a discriminação racial e as dificuldades da indústria musical tornaram-se parte da sua lenda.

A saúde de Holiday começou a deteriorar-se nos anos 1950, em grande parte devido ao abuso de drogas e álcool. Mesmo assim, continuou a atuar e a gravar até a sua morte. A sua última gravação, Lady in Satin (1958), é muitas vezes considerada uma das suas obras mais emotivas, mostrando uma voz mais desgastada, mas ainda cheia de paixão e emoção.

Billie Holiday faleceu a 17 de julho de 1959, aos 44 anos, em Nova Iorque. Embora a sua vida tenha sido curta e marcada por tragédias, o impacto da sua música continua a ser profundo. A sua capacidade de expressar emoções complexas e o seu estilo vocal único garantiram-lhe um lugar eterno na história da música. Holiday não apenas ajudou a moldar o jazz, mas também abriu caminho para que futuras gerações de cantoras pudessem explorar e expressar a sua individualidade através da música.

O legado de Billie Holiday é imortalizado nas inúmeras gravações que continuam a ser ouvidas e admiradas por pessoas em todo o mundo. Ela é lembrada não apenas como uma das maiores vozes do jazz, mas também como uma artista corajosa que usou a sua música para falar sobre as injustiças e as dores da vida, deixando um impacto indelével na cultura e na música.

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