Sus 40 Grandes Canciones - CD Música

de Chavela Vargas
editora: RAMA LAMA MUSIC, Janeiro de 2002 ‧
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ALINHAMENTO


1
01 - Adoro
02 - Amanecí En Tus Brazos
03 - Angelitos Negros
04 - Anillo De Compromiso
05 - Arrieros Somos
06 - Cartas Marcadas
07 - Corazón, Corazón
08 - Cuando Vigas Conmigo
09 - ¿Dónde Estás Corazón?
10 - Ella
11 - El Cristo De Palacagüina
12 - En El Último Trago
13 - En Un Rincón Del Alma
14 - Flor De Azalea
15 - Gracias A La Vida
16 - Hace Un Año
17 - Juan Charrasqueado
18 - La Enorme Distancia
19 - La Llorona
20 - La Nave Del Olvido

2
01 - La Noche De Mi Mal
02 - La Zandunga
03 - Lamento Borricano
04 - Las Preguntas A Dios
05 - Los Ejes De Mi Carreta
06 - Luz De Luna
07 - Macorina
08 - Maringa
09 - Negra María
10 - No Soy De Aquí, No Soy De Allá
11 - Noche De Ronda
12 - Nosotros
13 - Piensa En Mí
14 - Que Te Vaya Bonito
15 - Se Me Hizo Fácil
16 - Se Me Olvidó Otra Vez
17 - Sombras
18 - Tata Dios
19 - Toda Una Vida
20 - Volver, Volver

Sus 40 Grandes Canciones - CD

de Chavela Vargas

Propriedade Descrição
editora: RAMA LAMA MUSIC
Data de Lançamento: Janeiro de 2002
Dimensões: 125 x 140 x 8 mm
Tipo de produto: Música
Classificação Temática: Pop-Rock > Pop-Rock
EAN: 8436004061891
Número de discos: 2
Formato: CD / Compilation

SOBRE O ARTISTA

Chavela Vargas

Chavela Vargas, nascida Isabel Vargas Lizano em 1919, na Costa Rica, e naturalizada mexicana, foi uma das maiores intérpretes da música latino-americana. Com a sua voz grave, rasgada e carregada de emoção, tornou-se um ícone da canção ranchera e uma figura de culto pela intensidade interpretativa e pela vida marcada pela ousadia e pela rebeldia.

Mudou-se para o México ainda jovem e começou a cantar em bares e festas, enfrentando preconceitos por ser mulher a interpretar rancheras, um género tradicionalmente dominado por homens. Com o tempo, transformou essa ousadia em identidade, assumindo no palco trajes masculinos, charuto e tequila, e imprimindo nas canções uma carga dramática única.

Nos anos 1960, alcançou notoriedade com interpretações inesquecíveis de temas de José Alfredo Jiménez, como "La Llorona" e "Paloma Negra", que se tornaram indissociáveis do seu nome. A sua música falava de amor e desespero, de solidão e liberdade, sempre numa entrega visceral.

Após um período de afastamento devido ao alcoolismo, regressou nos anos 1990 com força renovada, conquistando novas gerações e colaborando com artistas como Joaquín Sabina e Pedro Almodóvar, que a introduziu ao público europeu através das suas bandas sonoras.

A sua carreira foi marcada também pela coragem pessoal: Chavela assumiu-se publicamente lésbica numa época de forte conservadorismo, tornando-se um símbolo de resistência e de liberdade para a comunidade LGBTQ+.

Chavela Vargas faleceu em 2012, mas deixou um legado imenso: transformou a música ranchera em expressão universal de dor e paixão, e mostrou que a autenticidade e a entrega total podem transcender géneros, fronteiras e gerações.

Hoje, é lembrada não apenas como cantora, mas como uma força vital da cultura latino-americana — uma mulher que fez da sua voz e da sua vida um grito de liberdade.

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