Chavela Vargas - CD Música

de Chavela Vargas
editora: WEA, Janeiro de 1997 ‧
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ALINHAMENTO

Disco 1
01 - Chavela Vargas & Ana Belén - Sombras
02 - Chavela Vargas - He Perdido Contigo
03 - Chavela Vargas & Armando Manzanero - Encadenados
04 - Chavela Vargas - Soy Tuya
05 - Chavela Vargas & Joaquín Sabina - Nosotros
06 - Chavela Vargas - Angelitos Negros
07 - Chavela Vargas - Mi Segundo Amor
08 - Chavela Vargas - En Mi Terreno
09 - Chavela Vargas & Lucrecia (3) - No Te Importe Saber
10 - Chavela Vargas - La Bien Pagá

Chavela Vargas - CD

de Chavela Vargas

Propriedade Descrição
editora: WEA
Data de Lançamento: Janeiro de 1997
Dimensões: 125 x 140 x 8 mm
Tipo de produto: Música
Classificação Temática: Country/Folk > Folk
EAN: 0706301855522
Número de discos: 1
Formato: CD / Album

SOBRE O ARTISTA

Chavela Vargas

Chavela Vargas, nascida Isabel Vargas Lizano em 1919, na Costa Rica, e naturalizada mexicana, foi uma das maiores intérpretes da música latino-americana. Com a sua voz grave, rasgada e carregada de emoção, tornou-se um ícone da canção ranchera e uma figura de culto pela intensidade interpretativa e pela vida marcada pela ousadia e pela rebeldia.

Mudou-se para o México ainda jovem e começou a cantar em bares e festas, enfrentando preconceitos por ser mulher a interpretar rancheras, um género tradicionalmente dominado por homens. Com o tempo, transformou essa ousadia em identidade, assumindo no palco trajes masculinos, charuto e tequila, e imprimindo nas canções uma carga dramática única.

Nos anos 1960, alcançou notoriedade com interpretações inesquecíveis de temas de José Alfredo Jiménez, como "La Llorona" e "Paloma Negra", que se tornaram indissociáveis do seu nome. A sua música falava de amor e desespero, de solidão e liberdade, sempre numa entrega visceral.

Após um período de afastamento devido ao alcoolismo, regressou nos anos 1990 com força renovada, conquistando novas gerações e colaborando com artistas como Joaquín Sabina e Pedro Almodóvar, que a introduziu ao público europeu através das suas bandas sonoras.

A sua carreira foi marcada também pela coragem pessoal: Chavela assumiu-se publicamente lésbica numa época de forte conservadorismo, tornando-se um símbolo de resistência e de liberdade para a comunidade LGBTQ+.

Chavela Vargas faleceu em 2012, mas deixou um legado imenso: transformou a música ranchera em expressão universal de dor e paixão, e mostrou que a autenticidade e a entrega total podem transcender géneros, fronteiras e gerações.

Hoje, é lembrada não apenas como cantora, mas como uma força vital da cultura latino-americana — uma mulher que fez da sua voz e da sua vida um grito de liberdade.

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