Noche Bohemia - CD Música

de Chavela Vargas
editora: Jackpot, fevereiro de 2019 ‧
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ALINHAMENTO


Disco 1
01 - Simón Blanco
02 - Macorina
03 - La China
04 - Verde Luna
05 - Quisiera Amarte Menos
06 - Pena Mulata
07 - Aquel Amor
08 - Maringá
09 - Negra María
10 - No Te Importe Saber
11 - Mi Segundo Amor
12 - La Noche De Mi Mal
13 - Toda Una Vida
14 - No Volveré
15 - Desdeñosa
16 - La Niña Isabel
17 - Rayando El Sol
18 - El Día Que Me Dijiste
19 - Manzanita
20 - Un Mundo Raro
21 - Paloma Negra
22 - Golondrina Viajera
23 - La Churrasca
24 - Adiós Paloma
25 - La Llorona

Noche Bohemia - CD

de Chavela Vargas

Propriedade Descrição
editora: Jackpot
Data de Lançamento: fevereiro de 2019
Dimensões: 125 x 140 x 8 mm
Tipo de produto: Música
Classificação Temática: Country/Folk > World Folk
EAN: 8436559466424
Duração (m): 79.36
Número de discos: 1
Número de discos: 1
Formato: CD / Album
Formato: CD / Album

SOBRE O ARTISTA

Chavela Vargas

Chavela Vargas, nascida Isabel Vargas Lizano em 1919, na Costa Rica, e naturalizada mexicana, foi uma das maiores intérpretes da música latino-americana. Com a sua voz grave, rasgada e carregada de emoção, tornou-se um ícone da canção ranchera e uma figura de culto pela intensidade interpretativa e pela vida marcada pela ousadia e pela rebeldia.

Mudou-se para o México ainda jovem e começou a cantar em bares e festas, enfrentando preconceitos por ser mulher a interpretar rancheras, um género tradicionalmente dominado por homens. Com o tempo, transformou essa ousadia em identidade, assumindo no palco trajes masculinos, charuto e tequila, e imprimindo nas canções uma carga dramática única.

Nos anos 1960, alcançou notoriedade com interpretações inesquecíveis de temas de José Alfredo Jiménez, como "La Llorona" e "Paloma Negra", que se tornaram indissociáveis do seu nome. A sua música falava de amor e desespero, de solidão e liberdade, sempre numa entrega visceral.

Após um período de afastamento devido ao alcoolismo, regressou nos anos 1990 com força renovada, conquistando novas gerações e colaborando com artistas como Joaquín Sabina e Pedro Almodóvar, que a introduziu ao público europeu através das suas bandas sonoras.

A sua carreira foi marcada também pela coragem pessoal: Chavela assumiu-se publicamente lésbica numa época de forte conservadorismo, tornando-se um símbolo de resistência e de liberdade para a comunidade LGBTQ+.

Chavela Vargas faleceu em 2012, mas deixou um legado imenso: transformou a música ranchera em expressão universal de dor e paixão, e mostrou que a autenticidade e a entrega total podem transcender géneros, fronteiras e gerações.

Hoje, é lembrada não apenas como cantora, mas como uma força vital da cultura latino-americana — uma mulher que fez da sua voz e da sua vida um grito de liberdade.

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