30 Grandes Canciones - CD Música

de Chavela Vargas
editora: Epic, Janeiro de 1993 ‧
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ALINHAMENTO


1
01 - Macorina
02 - Cruz De Olvido
03 - Aquel Amor
04 - Albur De Amor
05 - Esta Tristeza Mía
06 - Arrieros Somos
07 - La Nave Del Olvido
08 - Que Si Te Quiero, Júralo
09 - En El Último Trago
10 - Que Te Vaya Bonito
11 - Se Me Olvidó Otra Vez
12 - Tata Dios
13 - Tú Y La Mentira
14 - Vámonos
15 - Hace Un Año

2
01 - Mi Segundo Amor
02 - Amanecí En Tus Brazos
03 - Con Mis Propias Manos
04 - Besando La Cruz
05 - La Noche De Mi Mal
06 - Corazón, Corazón
07 - Llegando A Ti
08 - Cuando Vivas Conmigo
09 - La Enorme Distancia
10 - Qué Te Ha Dado Esa Mujer
11 - Se Me Hizo Fácil
12 - Tu Recuerdo Y Yo
13 - Una Cerca En Mi Camino
14 - Volver, Volver
15 - Flor De Azalea

30 Grandes Canciones - CD

de Chavela Vargas

Propriedade Descrição
editora: Epic
Data de Lançamento: Janeiro de 1993
Dimensões: 142 x 125 x 9 mm
Tipo de produto: Música
Classificação Temática: World Music > Latina
EAN: 5099747571794
Número de discos: 2
Formato: CD / Compilation

SOBRE O ARTISTA

Chavela Vargas

Chavela Vargas, nascida Isabel Vargas Lizano em 1919, na Costa Rica, e naturalizada mexicana, foi uma das maiores intérpretes da música latino-americana. Com a sua voz grave, rasgada e carregada de emoção, tornou-se um ícone da canção ranchera e uma figura de culto pela intensidade interpretativa e pela vida marcada pela ousadia e pela rebeldia.

Mudou-se para o México ainda jovem e começou a cantar em bares e festas, enfrentando preconceitos por ser mulher a interpretar rancheras, um género tradicionalmente dominado por homens. Com o tempo, transformou essa ousadia em identidade, assumindo no palco trajes masculinos, charuto e tequila, e imprimindo nas canções uma carga dramática única.

Nos anos 1960, alcançou notoriedade com interpretações inesquecíveis de temas de José Alfredo Jiménez, como "La Llorona" e "Paloma Negra", que se tornaram indissociáveis do seu nome. A sua música falava de amor e desespero, de solidão e liberdade, sempre numa entrega visceral.

Após um período de afastamento devido ao alcoolismo, regressou nos anos 1990 com força renovada, conquistando novas gerações e colaborando com artistas como Joaquín Sabina e Pedro Almodóvar, que a introduziu ao público europeu através das suas bandas sonoras.

A sua carreira foi marcada também pela coragem pessoal: Chavela assumiu-se publicamente lésbica numa época de forte conservadorismo, tornando-se um símbolo de resistência e de liberdade para a comunidade LGBTQ+.

Chavela Vargas faleceu em 2012, mas deixou um legado imenso: transformou a música ranchera em expressão universal de dor e paixão, e mostrou que a autenticidade e a entrega total podem transcender géneros, fronteiras e gerações.

Hoje, é lembrada não apenas como cantora, mas como uma força vital da cultura latino-americana — uma mulher que fez da sua voz e da sua vida um grito de liberdade.

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