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Memória do colonialismo e da descolonização

de Sarah Adamopoulos
Editor: Planeta, abril de 2012 ‧
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Em 1975 começaram a voltar a Portugal aqueles que ficaram para o nosso imaginário e a nossa história recente como «os retornados», mas que, na verdade, em muitos casos, não «retornaram» pela simples razão de que nunca de cá haviam saído, nascidos e criados que foram em África, de famílias que para lá haviam emigrado por vezes há várias gerações.

O regresso deste contingente, calculado em perto de meio milhão de pessoas, foi segundo uns traumático, segundo outros exemplar. Um problema social e uma indiscutível riqueza para a sociedade e a economia portuguesas. Passadas quase quatro décadas, Sarah Adamopoulos foi em busca de memórias dos que regressaram das várias ex-colónias portuguesas e registou testemunhos e imagens do Portugal de então que permanecem muito vivas. São retratos de corpo inteiro de famílias, vidas e mudanças que a todos tocaram, de diferentes formas e com diferentes graus de desilusão e esperança. A esperança continuará, de novo ou ainda, virada para essa África? Certo é que a terra que tão marcada está ainda na identidade de tantos nos é de novo apontada como destino de um futuro e de uma prosperidade uma vez mais adiados.

Numa época em que, como reporta Diana Andringa no Prefácio, a tomada de consciência dos povos africanos criou uma identidade irrevogável em cada cidadão, Voltar é um título que ecoa em duas direcções e surge para muitos como uma pergunta. Estarão fechadas as feridas deste regresso?

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Memória do colonialismo e da descolonização

de Sarah Adamopoulos

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896572846
Editor: Planeta
Data de Lançamento: abril de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 233 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789896572846

SOBRE O AUTOR

Sarah Adamopoulos

É uma escritora portuguesa originária da diáspora judaica. A sua avó paterna, germanófona, nasceu em Czernowitz (1964), hoje território ucraniano. Também de origem grega, a antiga jornalista profissional integrou o quadro redatorial do semanário O Independente e foi depois colaboradora das revistas de fim de semana de vários jornais portugueses. Foi a primeira cronista a assinar sobre a mono-parentalidade em Portugal. Escreveu e/ou coordenou edições institucionais, biografias e outras encomendas. Traduziu livros muito interessantes e outros nem por isso. Escreveu para teatro e foi dramaturgista. Trabalhou para a Companhia de Teatro de Almada e para o Festival de Almada. Foi bolseira do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e da Fundação Eça de Queiroz, em Tormes, onde o livro Com os Portugueses foi concluído. O seu trabalho literário tem sido fragmentado, desconforme, durante muitos anos devido à firme vontade de ganhar a vida unicamente através dos ofícios da escrita – desse modo não apenas "mantendo a mão" mas também uma posição de proximidade com a literatura, nunca se afastando de um projeto literário que a sua ligação profunda à arte de escrever sempre fortemente sugeriu. Vive e espera morrer no Porto. Publicou em 2023 na Companhia das Ilhas o romance Agosto.

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