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Uma Vida Fora de Moda

Crónicas de um reaccionário minhoto

de António Sousa Homem
Livro eBook
Editor: Porto Editora, julho de 2025 ‧
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Fui velho demasiado cedo, quando podia ter aproveitado a saúde de que então gozava para atravessar o mundo e regressar incólume, com histórias para contar. Adoeci de maleitas vulgares e, de acordo com a tradição familiar, pouco aristocratas – coisa de fidalgo, sim, mas rural, de botas e chapéu de aba minhota, com uma certa inclinação por mistérios pastoris, ervas nos muros, passaritos nas arribas, mimosas nas estradas de Vieira ou Melgaço. Um certo temperamento hipocondríaco fez de mim um amigo dedicado dos médicos que me salvaram em várias circunstâncias e um cristão obediente às ordens da Dra. Teresa, a minha médica de Venade. Só não fiquei pobre porque os hábitos dos Homem são anteriores à Regeneração ou aos liberais da Foz, resultando de pequenos-almoços de torradas e café de cevada (uma mistura que vinha da Cafezeira), de uma despensa precavida, de um ascetismo sem rigor mas com certo gosto pela ordem natural das coisas: os casacos de tweed, as camisolas de lã, as gravatas da Camisaria Gomes, o arroz de pato da Tia Henriqueta, um carro usado durante muitos anos, um guarda-chuva antigo, uma gabardina que foi ao Brasil e voltou, livros velhos, sobremesas simples, uma caneta de tinta permanente, a cozinha quase sem sal de Dona Elaine, a dedicada governanta deste eremitério de Moledo – enfim, uma vida fora de moda.
Isto não faz uma biografia, certamente, nem um modo de vida, mas é um resumo.


«Entre dunas e pinheiros, Moledo é um pequeníssimo mundo, um mundo fora do mundo, onde o nosso ancião se mantém atento a temas inactuais e inesgotáveis como a botânica, a gastronomia, a meteorologia e a gramática. [...] Basta ouvir os outros, sorrir para dentro, desconfiar do Governo, manusear velhos postais, cuidar do reumático. Isolado mas perspicaz, o Doutor Homem mostra-nos uma vez mais que é perfeitamente possível vivermos bem num mundo que não compreendemos.»
Pedro Mexia

«Como ele, gosto da solidão; como ele, não tenho fé; como ele, não gosto de viajar; como ele, considero que ler é um dos prazeres supremos da existência; como ele, penso que o género humano é um mistério; como ele, o meu mundo não é deste reino.»
Maria Filomena Mónica

«O Dr. Sousa Homem tem uma qualidade, raríssima entre prosadores, de escrever como fala e de falar como escreve. Convida uma memória para nos levar ao passado e uma outra para nos trazer de volta.»
João Pereira Coutinho

«O Dr. Sousa Homem tem uma qualidade, raríssima entre prosadores, de escrever como fala e de falar como escreve. Convida uma memória para nos levar ao passado e uma outra para nos trazer de volta.»

João Pereira Coutinho

«Entre dunas e pinheiros, Moledo é um pequeníssimo mundo, um mundo fora do mundo, onde o nosso ancião se mantém atento a temas inactuais e inesgotáveis como a botânica, a gastronomia, a meteorologia e a gramática. [...] Basta ouvir os outros, sorrir para dentro, desconfiar do Governo, manusear velhos postais, cuidar do reumático. Isolado mas perspicaz, o Doutor Homem mostra-nos uma vez mais que é perfeitamente possível vivermos bem num mundo que não compreendemos.»

Pedro Mexia

«Como ele, gosto da solidão; como ele, não tenho fé; como ele, não gosto de viajar; como ele, considero que ler é um dos prazeres supremos da existência; como ele, penso que o género humano é um mistério; como ele, o meu mundo não é deste reino.»

Maria Filomena Mónica

Uma Vida Fora de Moda

Crónicas de um reaccionário minhoto

de António Sousa Homem

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-05560-6
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: julho de 2025
Dimensões: 152 x 235 x 24 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 384
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 978972005560610
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

António Sousa Homem

António Sousa Homem nasceu no Porto e vive actualmente em Moledo, no Minho. Foi advogado de profissão, é autor de um livro de botânica e de um roteiro das paisagens do Minho Litoral, ainda inéditos. Em 2002, publicou o seu primeiro livro, Os Ricos Andam Tolos, que reunia algumas das crónicas que escreveu para o semanário O Independente. Até 2008, escreveu para a revista NS (do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias) e desde então assina ininterruptamente a sua crónica semanal no Correio da Manhã – ao domingo. Em 2008, publicou Os Males da Existência; em 2011, Um Promontório em Moledo (com prefácio de Maria Filomena Mónica); em 2013, Páginas de Melancolia e Contentamento (prefaciado por Pedro Mexia); e, em 2019, O Crepúsculo em Moledo (com prefácio de João Pereira Coutinho) todos com o subtítulo Crónicas de um reaccionário minhoto.

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