Uma Parte Errada de Mim
SINOPSE
Em meia dúzia de meses, Paulo M. Morais ficou sem trabalho, terminou um relacionamento de doze anos e viu-se obrigado a vender a casa. Embora derrotado pelas circunstâncias, queria estar à altura dessa nova etapa de vida e concentrou-se na missão de cuidar da filha pequena e reatar os laços com a avó centenária que o criara.
Sobreveio, então, um estranho cansaço, uma exaustão que a médica de família inicialmente atribuiu às pressões de um ano atípico. Podia ser. E, porém, depois de vários sustos e vinte horas nas Urgências do hospital, a verdade veio ao de cima: tinha um linfoma.
Durante o tratamento de oito ciclos de quimioterapia (em que a leitura foi a sua grande companhia), começou a escrever sobre a sua experiência. Mas este livro, embora inclua dados sobre os exames, os internamentos ou os efeitos secundários da medicação, está longe de ser um diário da doença; representa acima de tudo uma revisitação do passado, uma reflexão sobre o valor da vida e a real importância das coisas e das pessoas, o elogio do amor e da paternidade, uma busca contínua das diferentes partes erradas - e certas - que constituem um ser humano que tem de confrontar-se diariamente com o espectro da morte.
Uma Parte Errada de Mim não é, pois, apenas mais um testemunho sobre o cancro.
É uma reflexão magistral sobre a condição humana, escrita com a beleza e a cadência de um romance no qual se aguarda um final feliz.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897415609 |
| Editor: | Casa das Letras |
| Data de Lançamento: | maio de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 154 x 234 x 21 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 312 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Memórias e Testemunhos
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| EAN: | 9789897415609 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Esperança...
Sónia
Senti necessidade de adquirir este livro mal saiu, embora tenha demorado algum tempo a começar a lê-lo. Por receio, confesso. Como seguidora do autor no Facebook acompanhei "de perto" o diagnóstico da sua doença e as sucessivas sessões de quimioterapia. Isto passados meses de ter perdido a minha Mãe para uma doença que, em menos de dois meses, a "levou". Talvez agora entendam o meu receio. Houve partes que me custaram a digerir porque julgo que correspondem a reacções típicas de quem padece de tal patologia. Seja em forma de atitudes, pensamentos,... Isso custou-me a "mastigar" porque me fez avivar uma ferida que estava aberta. E que julgo nunca fechará. Por outro lado, esta obra, apesar de abordar o processo pelo qual o autor passou, não recorre ao sentimentalismo, à auto-comiseração, como alguns livros sobre o tema. Mostra, também, uma faceta do autor desconhecida, com um humor muito próprio quando o Mundo parece desabafar e com uma componente autobiográfica que tirou a "carga" cancro e que nos faz pensar na nossa própria vida, nalguns aspectos, sobre outra perspectiva. Recomendo.
Uma luz...
Mary
Um relato sem medo, de uma lucidez admirável. Uma profunda reflexão da vida muito para além da doença. Uma descoberta e a partilha dessa descoberta