Uma Manhã Perdida

de Gabriela Adamesteanu
Editor: Dom Quixote, junho de 2012 ‧
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Numa manhã fria de inverno, Vica Delca, uma mulher de setenta anos a quem o regime comunista fechou a loja e que vive com dificuldades, caminha sozinha pelas ruas de Bucareste. A sua intenção é visitar a irmã e, de seguida, dirigir-se à mansão da sua antiga patroa em busca de um donativo mensal, mas também para conversar um pouco e lembrar os velhos tempos. Carregada com sacos e embrulhada num sem fim de velhas roupagens, esta inesquecível mulher percorre as ruas da capital e vai-nos contando a sua atribulada vida, e a da Roménia inteira, porque todas as pessoas com quem se cruza nessa manhã, aparentemente perdida, são a encarnação da história recente do seu país. Pouco a pouco, a saga familiar que Monica Lovinescu considerou «uma guerra sem paz dos romenos» desenvolve-se, cobrindo cem anos de história, desde a Primeira Guerra Mundial até ao fim do século xx. É assim, como essa manhã perdida, que umas horas que parecem ser desperdiçadas em conversas frívolas, filas em paragens de autocarro e esperas em frente a portas fechadas, se tornam num épico da vida quotidiana.

Uma Manhã Perdida

de Gabriela Adamesteanu

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722050357
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: junho de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 236 x 33 mm
Páginas: 512
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722050357

Mistérios e desencantos de um país com uma história muito rica

José Jorge Ramalho

“Uma Manhã Perdida” (“Dimineata pierduta”), livro de 1984 da aclamada escritora romena Gabriela Adamesteanu, galardoado com o Prémio da União de Escritores Romenos, conheceu edição portuguesa apenas em 2012 e constitui uma viagem à Roménia antes de ser comunista, a uma espécie de lugar mágico, revelando mistérios e desencantos de um país com uma história muito rica, mas desconhecida para a maioria dos europeus, que o associam às figuras do político Nicolae Ceausescu (1918-1989) e do Conde Drácula, personagem fictício que deu título ao livro do irlandês Abraham “Bram” Stoker (1847-1912), escrito em 1897, ou da icónica ex-ginasta Nadia Comaneci, assim como, às imagens de orfanatos do Estado, cheios de crianças abandonadas, à data da Revolução de 1989. Para contar a história deste país, consolidada num magnífico épico da vida quotidiana, Gabriela Adamesteanu escolheu a voz de uma mulher velha, pobre e universal, Vica Delca, uma personagem trágica, mas também, a personagem mais forte criada em toda a sua vida de escritora.

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