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Uma Estrada para Alcácer Quibir

de António Loja
Editor: Âncora Editora, dezembro de 2017 ‧
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Foi então que comecei a pensar em como seria constituído esse exército que preparávamos para combater na segunda batalha de Alcácer-Quibir. Tínhamos todo um "país" para mobilizar: do Minho ao Algarve, dos Açores à madeira, de Cabo Verde à Guiné, da Angola a Moçambique, da Índia, de Macau e de Timor, emigrantes dispersos pelo Brasil, África do Sul e Venezuela, por Paris e Bruxelas, pela Alemanha e pelo Luxemburgo; cavadores de enxada e tratoristas, condutores de autocarro e carteiristas, distribuidores de jornais e engenheiros civis, economistas e médicos, enfermeiros e amanuenses, contabilistas e feirantes, licenciados em Filosofia e Matemática, mas sobretudo muitos analfabetos (um cínico disse-me um dia que a nossa seria uma guerra de subdesenvolvidos contra subalimentados!) E foi assim que partimos para África, cada um com a sua espingarda, alguns com um morteiro ou com um lança granadas, outros mais sofisticados levaram um tanque ou um avião ou mesmo um helicóptero.Todos eles fizeramparte da força armada que combateu na segunda batalha de Alcácer-Quibir, travada entre os anos de 1961 e 1974.

Uma Estrada para Alcácer Quibir

de António Loja

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727806324
Editor: Âncora Editora
Data de Lançamento: dezembro de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 229 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 90
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História Militar
EAN: 9789727806324

SOBRE O AUTOR

António Loja

António Loja nasceu no Funchal, em 1934.
É licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas, e em Ciências Pedagógicas, pela Universidade de Coimbra.
Em 1966, é chamado pela terceira vez a prestar serviço militar obrigatório, tendo sido destacado para a então colónia da Guiné, no comando duma companhia de Infantaria, onde permaneceu dois anos. Após o seu regresso, participou na acção política, candidatando-se numa lista de Oposição Democrática pelo círculo do Funchal, nas eleições de 1969.

Foi nomeado Presidente da Comissão Administrativa da Junta Geral do Funchal, após o 25 de Abril de 1974, cargo do qual se demitiu em 1975, na perspectiva de uma nomeação baseada nos resultados eleitorais.

Foi deputado à Assembleia da República, entre 1976 e 1979, e à Assembleia Regional da Madeira entre 1980 e 1984. Foi professor do ensino secundário entre 1972 e 2000, data em que se aposentou, com interrupções decorrentes do exercício de cargos políticos.

Editou e dirigiu a publicação de duas revistas: Atlântico e Arquipélago.
Publicou duas obras de investigação histórica: A Luta do Poder contra a Maçonaria e Crónica de uma Revolução – A Madeira na Revolução Liberal (Colecção Funchal 500 anos).

Relatando a sua experiência na guerra colonial, publicou As Ausências de Deus.
Na ficção, tem publicado: Como um Rio Invisível, Regressos (2 volumes), Às Cinco da Tarde e O Advogado de Roma.

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