adicionar à lista de desejos
Um Valoroso Lugar Incerto
A cartografia do Humano em Uma Viagem à Índia de Gonçalo M. Tavares
Editor:
Edições Húmus, outubro de 2019 ‧
ver detalhes do produto
18,00€
10% DESCONTO
CARTÃO
Tlc4MWJGTnlLMHBMWkVGVVVXdGFOaXR6Y1RjelpYbHVVRkV2YmtWUGJHWjJORWhCUjBWaFRtMVhWbTVDYW1seVpHVjRNVVJrV0ZreWVHWXdOakpzTHpsYVNIRmtXVFpMV0ZSSmVrVnRlbk5rVEhkdk1XNDRVemxTZFcxRWFuRm5hVmgwWkhacVNrMWlTbEo1ZDBwa2VFRnJORW8yUW1OTVNXRk5VV2huTURoelJWbFZUM1ZSTlRNclZuSXdiM1pRV1haMlMyWjNNMnhqTlhoUVF6ZHlTWEZCVVUxd05tbFpRMGQ2TDNodWNFdzVjWFZ6U0UxbU9GVkJhbWRpYW00MVIzSlFWa0ZyUVhOdVZEQnJORU0wT0d4YWR6a3ZXVzFtTW5OcVpVZ3liMmhNVjNsbFNEZHpWak5MT0VSUWRFdEtSVmhHYm5wbFUzcEJNSHBNT0cxcU9IRlVkR1ZQVWpaU1JIUnRSVzA1U1RkTGRrdEpSRXN5U1RWcWIwSmhMMmxXZHpWamFVeG5abFY1TjA1blVqUXpSMlozUlhKRFpFcFhWRGhqWW1GWFZHOVpWMnhqV0dzeE9XVnpTbmRrVmtGS2RYQkZVU3RqYkdneFVGUkNRM2w0VldaVlZXSlpLMkZEV0VSV1RHSmhRM2t6UjBGMWQyOVlkbnBWVG5obVR6RnZjVEYxTmk5RFducG1NR1oyT1V4c1JFZGFNMVZqZGpCTldFSkVTbkZ5UzFSMlNIZGpia1J3Tm5GdVowODVkSGw0YmtGU2FXMVlWVmxHVmxsNFp6Um1aSGgyYWpSTVFqVk5ZU3R1TlV0MlNYQjZNMWwxVld4T1FVaE9XWEZhZVhoVGNGQk5SalZWWTBaTlVFaFJNM3BYVDFOd01UVkRRM1JoVlhJMFJqWkJOeTkzWm05Q1RYSmhOMDFxWkdSR1pYZGFZa1pKVW5KbldtZ3lhVkp5VnprMlNVeEVSbTVuWmtrNVRtZ3hla05DVDBkWGMydHRNWEJIYkRRMmJtNXZZbnBaT0VGTVZrZzJZV3BvVDNkSFFVRm1jVTFhVEZGR1pWaEZNbnBXWmpScWJWTlZZalJsVUhrMWRpOVdLMUJEYTBOdWVrazNhVXgxYWtWWE1VMVNZblJ0ZEN0blYxRXdVWGRRUnpsMFZtVjJlbWx4Vm5GVWRXNUpNMFpUZDBKRWJVRTRkWGhSY0VOSU5tOW5USEJUVlhKT1VDOWxLeXRMWTFGelRsRlFUR0p3UTJaWlNqTjBXa3hUWW1wR2JESkVNVnBMWld0NGFrNXVOM0I0T1dKRVpqYzBTa1J2Y21wTEswRkJXRmQ2YjJGRk5IQlNSM2R6YVdscWQweGxkR3BYWVhCVzo2YjdLdTNFamlUcmt4QjNnejF2TjlRPT0=
EM STOCK
-
portes grátis
SINOPSE
Este ensaio analisa alguns dos temas e motivos fundamentais de Uma viagem à Índia de Gonçalo M. Tavares em relação com o seu hipotexto, Os Lusíadas, e com Ulysses de James Joyce, de cujo protagonista, Bloom, se apropriou. Procura-se compreender não só como se atualizam episódios e temas da epopeia camoniana, mas também como se investe de valor filosófico e civilizacional uma figura, Bloom, que pode representar uma época em que o tempo disponível parece obrigatoriamente ter de ser gasto em entretenimento, o que pode ter como efeito o acentuar do peso da existência que se pretendia suspender ou eliminar.
Segundo uma linha de interpretação do subtítulo da obra, "Melancolia contemporânea - um itinerário", segue-se de perto o fim da fome de destino de Bloom. Não sendo possível suspender a lei da gravidade, Bloom acaba por cair, provando que, depois do pior, as coisas podem continuar a piorar. Torna-se niilista, encolhe os ombros a todas as expectativas de sentido e ação. E o leitor fica a ponto de compadecer-se, não fosse a lucidez tavariana a contracorrente, quando Bloom regista, em pensamento, "Em todo o mundo o mundo é mundo. / Não há interrupções em forma de não-humanidade" (Uma viagem à Índia, canto IX.15).
Não se trata de uma obra pessimista, apesar de o protagonista o ser, depois de uma pouco sábia administração da melancolia pelos dias, oscilando vertiginosamente entre la vie en rose e o desespero a negro. Mas uma obra que, nos seus excursos (os quais ocupam a maior parte da obra), argumenta e dá prova empírica da importância do desejo (Deleuze), da alegria (Nietzsche) e do dever ético de aceitar o devir.
Segundo uma linha de interpretação do subtítulo da obra, "Melancolia contemporânea - um itinerário", segue-se de perto o fim da fome de destino de Bloom. Não sendo possível suspender a lei da gravidade, Bloom acaba por cair, provando que, depois do pior, as coisas podem continuar a piorar. Torna-se niilista, encolhe os ombros a todas as expectativas de sentido e ação. E o leitor fica a ponto de compadecer-se, não fosse a lucidez tavariana a contracorrente, quando Bloom regista, em pensamento, "Em todo o mundo o mundo é mundo. / Não há interrupções em forma de não-humanidade" (Uma viagem à Índia, canto IX.15).
Não se trata de uma obra pessimista, apesar de o protagonista o ser, depois de uma pouco sábia administração da melancolia pelos dias, oscilando vertiginosamente entre la vie en rose e o desespero a negro. Mas uma obra que, nos seus excursos (os quais ocupam a maior parte da obra), argumenta e dá prova empírica da importância do desejo (Deleuze), da alegria (Nietzsche) e do dever ético de aceitar o devir.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897553905 |
| Editor: | Edições Húmus |
| Data de Lançamento: | outubro de 2019 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 160 x 232 x 27 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 416 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Ensaios
|
| EAN: | 9789897553905 |
-
10%Manual de Treinamento OrganizacionalArtmed Editora37,10€ 10% CARTÃOportes grátis
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
10%João de Melo - Entre a Memória e a PerdaCompanhia das Ilhas15,00€ 10% CARTÃO
-
10%Cães e ImaginárioEdições Húmus15,00€ 10% CARTÃO