Um Imaginário Europeu

de Maria Isabel Barreno
Editor: Editorial Caminho, abril de 2000 ‧
A existência de um país - ou de uma nação, ou de uma comunidade - exige sempre a existência de um imaginário colectivo. De um «nós», sujeito plural que legitimamente se enuncie.
Existe um imaginário europeu? Ou um imaginário diferente em cada país? Somos cidadãos europeus? Qual o «nós» que legitima o enunciado deste cidadão imaginário?
Nas relações de poder entre os países têm papel determinante as imagens que os respectivos cidadãos têm do seu próprio país, e dos países dos outros. Nós (portugueses) temos (ainda?) uma imagem deprimida de nós próprios, o que nos torna particularmente vulneráveis. Sem uma tomada de consciência a este respeito, nenhuma política (de defesa?) da nossa língua e da nossa cultura poderá ser eficaz.
Qual a «pátria» que habita o imaginário dos «emigrantes» portugueses, ou «lusodescendentes», no seu confronto com a orgulhosa sociedade francesa? Qual a pátria deles que os franceses imaginam, e desconhecem?
Partindo de uma experiência concreta, são estes os principais temas e interrogações colocados neste livro.

Um Imaginário Europeu

de Maria Isabel Barreno

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722113656
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: abril de 2000
Idioma: Português
Dimensões: 133 x 209 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Tipo de produto: Livro
Coleção: Nosso Mundo
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
Livros em Português > Política > Política Europeia
EAN: 9789722113656
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Maria Isabel Barreno

Maria Isabel Barreno (1939-2016) é uma das escritoras mais ecléticas da literatura portuguesa contemporânea. Nascida em Lisboa, licenciou-se em Estudos Histórico-Filosóficos e começou a trabalhar no então Instituto de Investigação Industrial, onde publicou os seus primeiros estudos sobre as condições de trabalho. Participou em diversas publicações periódicas, tendo chegado a diretora da edição portuguesa da revista Marie Claire; traduziu vários autores e é autora de inúmeros prefácios, e teve ainda uma intensa atividade cultural e cívica, coadunando magistralmente a divulgação cultural com a sua intervenção em defesa da igualdade de género e contra a discriminação. Passou temporadas em Londres e Nova Iorque, e viveu seis anos em Paris, onde exerceu o cargo de conselheira para a Cultura e a Educação da Embaixada Portuguesa entre 1997 e 2003. Autora de romances, contos, ensaios e alguns estudos fundamentais, produziu igualmente uma extensa obra plástica, desde tapeçarias a outros objetos. A sua obra literária recebeu vários prémios, como o Prémio Literário Fernando Namora ou o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, entre outros. Foi condecorada com a Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente Jorge Sampaio. A 16 de setembro de 2016, a Assembleia da República emitiu um voto de pesar unânime como forma de recordar o legado cultural e cívico que a autora deixou.

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