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Tragicomédia de Dom Duardos

de Gil Vicente
Editor: Edições Humus, Janeiro de 2024 ‧
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Tragicomédia de Dom Duardos inaugura um novo género de teatro na obra de Gil Vicente: o das tragicomédias. Ao partir da novela de cavalaria Primaleón, redimensionando sequências e introduzindo muita música, Vicente faz de Dom Duardos um tratado de amor.

Através de um jogo de espelhos entre três pares - o aristocrático (Duardos/Flérida), o seu reverso (Camilote/Maimonda) e o casal Julião/Constança Roiz - e três lugares (a corte, a horta e a viagem no mar), o estado amoroso é glosado nos seus excessos e paradoxos. O amor feminino ganha especial importância, manifestando-se em Flérida como luta interior de recusa e de entrega.

O romance cantado no final conclui com a sentença que proclama o amor como valor em si próprio: "que contra morte e amor/ ninguém não tem mais valia." Foi a peça escolhida por Ricardo Pais para a sua primeira encenação no Teatro Nacional São João.

Tragicomédia de Dom Duardos

de Gil Vicente

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897558672
Editor: Edições Humus
Data de Lançamento: Janeiro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 126 x 196 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 108
Tipo de produto: Livro
Coleção: TNSJ
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789897558672

SOBRE O AUTOR

Gil Vicente

Gil Vicente é a figura maior do teatro português e ocupa um lugar fundacional na dramaturgia do sistema interliterário da Península Ibérica, onde ombreia com nomes tão importantes como Juan del Encina ou Lucas Fernández. São muitas as incógnitas referentes à sua biografia. Nasceu provavelmente por volta de 1465, tendo vindo a falecer em data próxima a 1536, ao que tudo indica na cidade de Évora. A atividade dramatúrgica de Gil Vicente foi desenvolvida no âmbito da corte portuguesa, abrangendo os reinados de D. Manuel I e D. João III. Deixou-nos, por conseguinte, uma produção teatral permeada por modelos mentais em trânsito para a modernidade, uma obra empenhada na renovação das formas dramáticas medievais de cunho popular, religioso e cortesão. A Copilaçam de 1562, organizada pelos filhos Luís e Paula Vicente, constitui a primeira edição da obra completa de Gil Vicente, reunindo nela os diferentes géneros que cultivou, tanto de carácter devoto (milagres, mistérios ou moralidades), como de índole profana (comédias, farsas ou tragicomédias). De 1502, data da representação do Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação, até 1536, ano da Floresta de Enganos, o dramaturgo português averbou 44 peças, das quais 15 são em língua portuguesa, 11 em castelhano e as restantes 18 em ambos os idiomas.

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