SINOPSE
O livro cobre quase todo o terreno, da actualidade nacional e internacional, desde Julho de 2004, data em que assumiu o mandato de Deputada ao Parlamento Europeu.
As visitas ao terreno, em várias latitudes e longitudes, e os contactos directos com actores principais de diversos conflitos, negociações e problemas por esse mundo fora, permitiram-lhe escrever 88 crónicas, reunidas ao longo de 252 páginas, que estão divididas em 14 capítulos, 13 dos quais dedicados aos temas internacionais: os que mais artigos contêm são os que dizem respeito às relações Europa-África, às relações transatlânticas, ao Iraque, à proliferação nuclear, incluindo os desafios colocados pelas ambições iranianas e pelo terrorismo internacional, a Guantánamo e a Timor-Leste.
O último capítulo do livro trata de opções portuguesas, centrado em temas de política Externa e de Defesa. No entanto, são também incluídos textos sobre outros assuntos que marcaram a agenda nacional, como as energias renováveis, o referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez e os transgénicos.
EXCERTOS
(...) A minha primeira missão como parlamentar europeia foi ao Sudão e ao Chade, logo em Agosto de 2004, por causa da tragédia no Darfur. O que vi, ouvi e aprendi, com o sofrimento dos refugiados e deslocados e com os operadores humanitários e decisores políticos implicados naquele terrível conflito, haveria de marcar toda a minha subsequente actuação no Parlamento Europeu, e não apenas como negociadora de todas as resoluções daí em diante aprovadas sobre o tema.
Os desafios que África suscita aos valores dos Direitos Humanos e aos princípios da Justiça e da governação democrática nunca mais cessaram de me interpelar e de me impelir à acção: a experiência pessoal mais exaltante, mas também mais dolorosa, vivia-a na Etiópia, em 2005, como chefe da “Missão de Observação Eleitoral da União Europeia”. O envolvimento em missões de observação eleitoral levou-me subsequentemente à República Democrática do Congo, a Timor-Leste e a Angola.
(...) Não tenho a pretensão de apresentar uma reflexão académica, nem sequer de oferecer uma visão única, completa e coerente para os desafios e opções que se abrem à Europa ou a Portugal.
O fio condutor é, acima de tudo, a preocupação de poder contribuir para a construção de um mundo mais justo e seguro, ancorado no funcionamento do Estado de Direito no plano nacional e internacional, no multilateralismo eficaz e no progresso social, e em que a Europa, e Portugal, em particular, assumam papeis mais ambiciosos e determinantes.
Procurei fazer percepcionar uma abordagem ecléctica, integrada, de várias vertentes do relacionamento internacional que, frequentemente, não são articuladas entre si, nem na esfera das decisões políticas, nem ao nível das opiniões públicas, apesar do mundo globalizado e interdependente em que vivemos o exigir. Segurança e desenvolvimento, questões de género e defesa europeia, por exemplo, são temas raramente tratados no mesmo fôlego, mas que merecem ser considerados em interligação para gerarem políticas mais correctas, abrangentes e, sobretudo, mais eficazes. É preciso que os decisores políticos, e também os cidadãos europeus, compreendam que a Paz e a Segurança globais resultam tanto da capacidade da União Europeia de participar em missões de manutenção de paz, como de políticas de cooperação internacional e de governação democrática que ajudem os países menos desenvolvidos a sair do círculo vicioso de pobreza, conflito e subdesenvolvimento.
(...) Finalmente, procurei fazer ver que só uma actuação fiel aos valores e coerente, sem dois pesos e duas medidas, em matéria de Direitos Humanos e defesa do Direito Internacional, em tempo de paz ou de guerra, conferirá autoridade moral e política à Europa e aos seus Aliados, – em particular, os EUA –, para poderem exigir de outros países o cumprimento das suas obrigações internacionais de respeito por esses mesmos valores e princípios; só assim, a Europa e os EUA poderão também ser eficazes na luta contra o terrorismo internacional, em vez de fazerem o jogo dos terroristas: por isso, me bati (e continuarei a bater) para que toda a verdade, principais responsabilidades e conivências sejam apuradas, deste e do outro lado do Atlântico, relativamente ao retrocesso civilizacional representado por Guantánamo, as prisões secretas e a subcontratação da tortura por parte da Administração Bush.
Todas as áreas de reflexão e intervenção, abordadas nestes textos, estão unidas por uma preocupação transversal: a defesa e promoção dos Direitos Humanos e do Direito Internacional como pedras basilares de qualquer empenhamento nacional e europeu na construção da Paz e da Segurança internacionais.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899578678 |
| Editor: | RCP Edições |
| Data de Lançamento: | novembro de 2008 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 150 x 230 x 20 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 252 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Mais Actual |
| Classificação Temática: |
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Literatura
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Crónicas
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| EAN: | 9789899578678 |