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Ser Gente

Poemas

de Ana Abel
Editor: MoDocromia, setembro de 2023 ‧
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«Não podemos partir para este Ser Gente como se este belíssimo livro fosse mais um livrinho de versos ligeiros, líricos (mas o lirismo, e de boa cepa, também está lá, a tocar o erótico, logo a abrir o discurso poético; o amor compartilhado, sem traições nem ciúmes - um lirismo solto, de gente crescida), redondos e herméticos, carregados de metáforas a fazer o pino em palavras cansadas de habitar o vazio. A poesia de Ana Abel fala com acerto das questões pendulares do nosso tempo, dos homens e mulheres que habitam este nosso espaço comum: fala-nos, numa linguagem solar e carregada de signos geracionais, da Vida e dos seus declives, do amor e da morte, dos afectos e da solidariedade, da usura e das injustiças que nos magoam e revoltam. Um livro que olha com coragem, de modo dialéctico, para o nosso tempo, questionando-o e interpretando-o à luz dos valores humanistas que percorrem todo o corpo discursivo deste Ser Gente

In Prefácio Domingos Lobo

Ser Gente

Poemas

de Ana Abel

Propriedade Descrição
ISBN: 9789893501184
Editor: MoDocromia
Data de Lançamento: setembro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 161 x 226 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 102
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789893501184

SOBRE O AUTOR

Ana Abel

Nasce em Lisboa em Campo de Ourique, em casa, como se nascia naquela época, num domingo de setembro de 1946.
Andou no Liceu Francês, (Pátio do Tijolo) desde os 4 anos, e depois no Liceu Charles Lepierre.
Depois de uma curta passagem por Coimbra, aos 10 anos foi viver para Santo Amaro de Oeiras.
Aos 16 anos, estudante do Liceu Nacional de Oeiras, torna-se ativista da luta estudantil durante a Crise Académica, e membro do PCP, em 1962.
Foi presa em 21-01-1965, ainda no liceu, pela PIDE, que a foi buscar a casa. Após os interrogatórios da PIDE, na sede da rua António Maria Cardoso, esteve durante três meses presa no Forte de Caxias.
Conhece Aguinaldo Cabral, no ano de 1967, E durante o apoio às populações nas grandes cheias de novembro, iniciam a ligação que os tornou companheiro para toda a vida. Casa em 28-03-1968.
Em 1971, foi ter com o marido a Henrique de Carvalho (Saurimo) e seis meses depois ao Cacolo, no leste de Angola, nessa altura já com um filho de dois anos. Esteve em Angola durante um ano.
Já grávida do segundo filho, em 1972 reinicia os estudos de medicina, e licencia-se em 1976 na Faculdade de Medicina de Lisboa.
Manteve-se nos Hospitais Civis de Lisboa, tendo feito o Serviço Médico à Periferia durante todo ano de 1979. Experiência humana riquíssima.
Tornou-se médica especialista em Obstetrícia e Ginecologia.
Trabalhou na Maternidade Magalhães Coutinho/ Sta. Barbara, e no Hospital do Barreiro, hoje Centro Hospitalar Barreiro/Montijo. Onde foi Directora Clínica.
Manteve-se como ativista pelos direitos das mulheres.
Membro do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), desde 1974, pertenceu ao Conselho Nacional do MDM.
Empenhou-se publicamente na defesa do Planeamento Familiar e da Interrupção Voluntaria da Gravidez em sessões e debates públicos.
Esteve na génese da criação das consultas de IVG juntamente com o serviço de ginecologia (médicos e enfermeiras) do Hospital do Barreiro e com os médicos e enfermeiras de Medicina Geral e Familiar do ACES do Barreiro.
Recebeu uma menção honrosa no concurso de poesia promovido pela Sociedade Portuguesa de Escritores Médicos (SOPEM), em 1983.
Foi convidada a integrar a direção da SOPEM de 1984 a 1987, presidida pelo Prof. Barahona Fernandes, e fazendo parte da direção, Prista Monteiro, António Bellini Jara, Armando Moreno.
Publica na área da poesia e pequenas crónicas, na revista "Mulheres" numa rubrica chamada "Quotidiano Breve" (1978-1989) e no jornal "O Diário". A sua poesia foi lida na rádio, pela Fernanda Lapa, e tem aparecido ao longo dos anos em vários eventos sociais e políticos.
Fez parte da direção da Ordem dos Médicos de 2014 a 2017.
Socia fundadora e vice-presidente da Associação de Médicos pelo Direito à Saúde (AMPDS). É defensora intransigente do SNS.
Em 2022, já reformada, concorre, como cabeça de lista, às eleições autárquicas da freguesia de Benfica pela CDU. tendo sido eleita. Faz parte, atualmente, da Assembleia de Freguesia de Benfica.

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