Sal. Cal. Sul.
Editor:
Poética Edições, maio de 2025 ‧
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SINOPSE
Ancorado na farpa poética de O’Neill, este último livro de Maria Toscano — o seu 33.º livro de poesia a sair a público — une textos escritos entre 2008 e 2021, abalançando-se a autora alentejana com outra tríade na abordagem do tema Sul, talvez o tema mais transversal a toda a sua obra. Desta feita, na glorificação do Sul por Maria Toscano — ‘coube-me um enxoval de Sul’ (poema da página 55) —, reencontramo-nos com Sal, entrando em cena, agora, Cal.
Desengane-se o/a leitor/a; não se está perante um, digamos, saneamento topóico: nesta obra — a que Poética Edições dá forma no duplo sentido de forma-voz e de formalização como livro físico — mantém-se Sol. É o elemento de ligação interna (poética e formal) entre Sal e Cal, se bem que comece por ser a primeira vibração emocional, pois a cor da capa do livro é um amarelinho que pode levar-nos até à claridade luminosa da luz do Sol do Sul e, claro, até às casas do Alentejo — embora barradas a um amarelo mais torrado.
Nem texto irónico, nem bucólico ou romântico, pese embora a (orgulhosa?) menção a termos e práticas queridas a alentejanos e todos os amantes do sul da península ibérica. Sal e Cal são materiais declinados como as palavras do latim, na busca de tudo alcançar no/do Sul e, assim, tudo deixar em aberto, como a Vida.
Há um ponto de vista assumido na obra, uma convicção inegociável, a par de se afigurar também como um lastro de esperança no que está por construir: a Vida está por fazer, a Vida está nas mãos de cada pessoa e Sem Amor a Vida Viva Está Perdida - título do primeiro poema externo às cinco grandes partes que compõem a obra. Devido a esta convicção inegociável é que Sal e Cal são abordados nos seus antagónicos usos, por exemplo, desde o tempero e os sabores-sentidos (Sal), ou desde a beleza e higiene-traço cultural (Cal), até aos rituais de matar ou ajudar a morrer com dignidade - prática de deitar Cal nos corpos antes de fechar os caixões; prática de queimar ou eliminar o mal, recorrendo ao Sal.
Desafio ao leitor: tomar o primeiro poema como uma interrogação e, conhecida a obra, relê-lo com o intuito de dar-lhe a sua resposta. Ou seja: se os Restolhos (último poema, nas páginas 89-90) forem mesmo ressentidos enquanto "...resguardo da trança da entrega / libertária. livre onda de mar.", talvez a utopia de ‘Sem Amor a vida viva está perdida’ possa devir compromisso entre pensar, dizer, sentir e fazer, quer dizer: talvez a poiesis possa reafirmar-se como o maior repto da Vida.
Desengane-se o/a leitor/a; não se está perante um, digamos, saneamento topóico: nesta obra — a que Poética Edições dá forma no duplo sentido de forma-voz e de formalização como livro físico — mantém-se Sol. É o elemento de ligação interna (poética e formal) entre Sal e Cal, se bem que comece por ser a primeira vibração emocional, pois a cor da capa do livro é um amarelinho que pode levar-nos até à claridade luminosa da luz do Sol do Sul e, claro, até às casas do Alentejo — embora barradas a um amarelo mais torrado.
Nem texto irónico, nem bucólico ou romântico, pese embora a (orgulhosa?) menção a termos e práticas queridas a alentejanos e todos os amantes do sul da península ibérica. Sal e Cal são materiais declinados como as palavras do latim, na busca de tudo alcançar no/do Sul e, assim, tudo deixar em aberto, como a Vida.
Há um ponto de vista assumido na obra, uma convicção inegociável, a par de se afigurar também como um lastro de esperança no que está por construir: a Vida está por fazer, a Vida está nas mãos de cada pessoa e Sem Amor a Vida Viva Está Perdida - título do primeiro poema externo às cinco grandes partes que compõem a obra. Devido a esta convicção inegociável é que Sal e Cal são abordados nos seus antagónicos usos, por exemplo, desde o tempero e os sabores-sentidos (Sal), ou desde a beleza e higiene-traço cultural (Cal), até aos rituais de matar ou ajudar a morrer com dignidade - prática de deitar Cal nos corpos antes de fechar os caixões; prática de queimar ou eliminar o mal, recorrendo ao Sal.
Desafio ao leitor: tomar o primeiro poema como uma interrogação e, conhecida a obra, relê-lo com o intuito de dar-lhe a sua resposta. Ou seja: se os Restolhos (último poema, nas páginas 89-90) forem mesmo ressentidos enquanto "...resguardo da trança da entrega / libertária. livre onda de mar.", talvez a utopia de ‘Sem Amor a vida viva está perdida’ possa devir compromisso entre pensar, dizer, sentir e fazer, quer dizer: talvez a poiesis possa reafirmar-se como o maior repto da Vida.
EXCERTOS
no princípio foi um verbo nascituro:
vir à luz para erguer-se em dois meros membros.
foi pousar plantas dos pés no chão escuro
para aprender a equilibrar todas as partes
todos os lados ângulos metades
– aprender aceitar ser. multiplicidade.
(excerto do poema Líquidos Águas Seivas Sais e Imaginações, p. 11)
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899241121 |
| Editor: | Poética Edições |
| Data de Lançamento: | maio de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 119 x 223 x 7 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 100 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789899241121 |
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