Sabores e Segredos

Receituários conventuais portugueses da Época Moderna

de Isabel Drumond Braga

editor: Imprensa da Universidade de Coimbra, outubro de 2015
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Esta obra consiste na transcrição, análise e interpretação de dois receituários conventuais setecentistas inéditos, os quais foram objecto de comparação com outros congéneres de épocas próximas, produzidos no mesmo âmbito e entre os leigos.

O percurso empreendido procurou avaliar a originalidade real ou imaginária das receitas preparadas nas casas religiosas da Época Moderna e permitiu responder a várias interrogações, destaquem-se algumas: até que ponto as receitas conventuais foram criadas nesse âmbito ou foram levadas para os cenóbios por freiras, frades, monjas monges, criadas e criados?

Atendendo a que os ingredientes e as técnicas culinárias utilizados nas casas religiosas eram conhecidos nos espaços de leigos, mormente entre os confeiteiros, cujos regimentos eram claros acerca das exigências para se obter carta, como se explica o furor, muitas vezes desmedido, da designação conventual aplicada a tantas e tão desvairadas receitas?

É certo que monges, monjas, freiras, frades, criados e criadas tinham tempo para a culinária e é admissível que muitos, ou pelo menos alguns, apreciassem a preparação de pratos salgados e especialmente de doçaria.

Porém, não terão sido as ofertas e a comercialização dos doces os principais responsáveis pela exaltação da designação conventual, na falta, verificada nos séculos XVII e XVIII, de pastelarias e confeitarias cuja fama se expandisse pelo Reino?
Estaremos perante criações de doces genuinamente conventuais ou meras execuções de receitas inicialmente produzidas nas cozinhas de grandes casas e, posteriormente, levadas para os cenóbios, tal como tantas outras receitas de carne e de peixe?

A análise e a interpretação das fontes tornaram muito claro que a esmagadora maioria das receitas preparadas nas casas religiosas nada tinha de original, basta comparar essas receitas com as que circulavam manuscritas ou impressas em outros receituários da época.

Por outro lado, o pretenso sigilo que deveria envolver as receitas ditas conventuais - e isso é patente em alguns receituários femininos - era quebrado, de tal modo que livros de cozinha de leigos integram receitas com designações de algumas casas religiosas, o que não significa necessariamente que essas receitas aí tenham sido criadas mas sim que aí eram preparadas com êxito e objecto de apreço por quem tinha oportunidade de as degustar.

Sabores e Segredos

Receituários conventuais portugueses da Época Moderna

de Isabel Drumond Braga

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892610795
Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra
Data de Lançamento: outubro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 228 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 412
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789892610795
Isabel Drumond Braga

Isabel Drumond Braga é professora associada com agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem desenvolvido investigação e lecionado nas áreas de História Social, História de Género, História Cultural e História da Alimentação das Épocas Moderna e Contemporânea. Na Temas e Debates publicou Rainhas, princesas e infantas: quotidiano, ritos e cerimónias na Península Ibérica (séculos XVI-XX), co-coordenação com Paulo Drumond Braga (2022) e D. Pedro Carlos (1786-1812): um infante de Espanha em Portugal e no Brasil (2023).

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