S. Bernardo

Curso Breve de Literatura Brasileira - Volume 5

de Graciliano Ramos
Editor: Cotovia, novembro de 2005 ‧
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CURSO BREVE DE LITERATURA BRASILEIRA é uma colecção de dezasseis volumes concebida para formar, no seu conjunto, uma selecta ou manual de estudo de acordo com um itinerário de leitura coerente e organizado. O critério primordial de selecção privilegia as obras que acrescentam a sabedoria literária ocidental, mas acolhe também aquelas que contribuíram decisivamente para dar à Literatura Brasileira a configuração própria enquanto literatura nacional autónoma. Optou por conjugar a edição autónoma e integral de obras indispensáveis com antologias de períodos, movimentos ou géneros. Procurou-se também privilegiar obras ou autores pouco conhecidos ou de todo desconhecidos em Portugal. Como em qualquer curso, todos os volumes incluem indicações bibliográficas. Será lançado um livro por mês, até Abril de 2006. Já nas livrarias, os primeiros três volumes.

"Palmas e mais palmas. Silenciosas com uma mão só, ruidosas a duas, esplendorosas a quatro, majestosas e globais a dezasseis, como um deus indiano, para mais uma colecção como deve ser. Esta sobre a nossa tão desconhecida literatura brasileira, da Cotovia editores e por escolha de Abel Barros Baptista. O título da colecção é irónico para a nossa ignorância: Curso Breve de Literatura Brasileira. Em conjunto com a edição da Caminho dos pequenos álbuns sobre artistas portugueses, esta é a melhor colecção a ser publicada nestes dias de tanto lixo editorial. Já saiu uma antologia do romantismo e simbolismo brasileiro - confirmando a suspeita de que os trópicos favorecem a terra que tem palmeiras, 'onde canta o Sabiá' e uns Machado de Assis.[...] Tire o Curso, amigo leitor, tire o Curso."
José Pacheco Pereira, in "Revista Sábado"

"Se a língua é para ele crucial, não se trata, para Graciliano, de criar (mais) uma representação nacional, regional ou popular da língua: nem simples abrasileiramento pela via do coloquialismo, seguindo a prescrição modernista, nem imitação regionalista da fala popular, antes um idioma agreste - construidamente agreste: conciso e claro, magro e contundente."
Abel Barros Baptista

S. Bernardo

Curso Breve de Literatura Brasileira - Volume 5

de Graciliano Ramos

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727951345
Editor: Cotovia
Data de Lançamento: novembro de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 203 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 194
Tipo de produto: Livro
Coleção: Curso Breve de Literatura Brasileira
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789727951345
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Graciliano Ramos

A 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, em Alagoas, nasce Graciliano Ramos de Oliveira, um dos maiores romancistas da história da literatura brasileira e latina, primeiro dos 16 filhos de Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. É criado na Fazenda Pintadinho, sertão de Pernambuco. Com sete anos de idade, vivendo em Viçosa, Graciliano passa a estudar no Internato Alagoano. É neste colégio que vê a sua primeira obra publicada: o conto Pequeno pedinte, no jornalzinho O Dilúculo (alvorada), sob a assinatura de G. Ramos.
Em 1905, Graciliano vai para Maceió, e é matriculado no Colégio Quize de Março. Nesta época, dedica-se ao estudo do inglês, do francês, e do italiano. Aos 17 anos de idade, sob o pseudónimo Almeida Cunha – um dos hábitos do escritor era a adoção de pseudónimos -, publica o soneto Céptico.
Ao completar dezoito anos, chega a Palmeira dos Índios, onde passa a residir, ajudando o pai no seu estabelecimento comercial, uma pequena loja de tecidos. Entre l914 e 1915, então no Rio de Janeiro, trabalha como revisor nos jornais Correio da Manhã, A Tarde e O Século, sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). Em seguida, volta a Palmeira dos Índios, onde vários de seus familiares morrem num surto de peste bubónica. É lá que se casa, a 21 de outubro de 1915, com Maria Augusta de Barros, costureira do interior que morre cinco anos depois, deixando-lhe quatro filhos. Em 1917, começa a trabalhar como lojista, e nove anos mais tarde casa-se novamente, agora com Heloisa Medeiros.
A 7 de janeiro de 1928, Graciliano assume a prefeitura de Palmeira dos Índios, experiência que lhe oferece material para o primeiro romance, Caetés, publicado somente em 1933. Em 1930, renuncia ao cargo, sendo, em seguida, nomeado diretor da Imprensa Oficial do Estado, de onde se demite em dezembro de 1931 por motivos políticos. No ano seguinte começa a colocar no papel, em Palmeira dos Índios, o seu segundo romance, São Bernardo, em boa parte escrito na sacristia da igreja Matriz da cidade. Em 1933, é nomeado diretor de Instrução Pública de Alagoas – cargo hoje correspondente ao de secretário de Estado da Educação -, permanecendo até 1936. Por conta do que, na época, foi chamado "ideias extremistas", foi detido e preso sem processo regular em vários presídios do Rio de Janeiro. O seu drama e dos companheiros de cadeia seriam relatados em Memórias do cárcere, publicado postumamente em 1953.
Angústia, lançado em 1936, é considerado o romance tecnicamente mais complexo de Graciliano Ramos, no qual o autor retrata a cidade de Maceió daquela época. Mas é em 1938 que o autor escreve o livro que se tornaria a sua obra-prima: Vidas secas,o seu quarto e último romance, voltado para o drama social e geográfico da sua região – melhor expressão do seu estilo, com ênfase regionalista. Graciliano Ramos – o Mestre Graça, como era carinhosamente tratado – morre na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 30 de março de 1953, aos 61 anos.

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