Rua das Janelas Verdes
1962 - Diário da descoberta de Lisboa por menina brasileira
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Edições Colibri, maio de 2019 ‧
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SINOPSE
"À noite recebemos a visita do romancista Fernando Namora, que nos levou, em seu carro, para passear pela cidade. Que sorte, termos um guia como aquele grande escritor, e tão simpático! Ficamos conhecendo a floresta de Monsanto, 900 hectares situados no alto de uma das colinas de Lisboa, de onde apreciamos diversas vistas panorâmicas. Os dias são longos, e vimos o anoitecer azul-metálico, prateado, incrível, na floresta. (...) Acabamos a noite no Nicola, um dos cafés mais simpáticos da cidade, que por sorte ainda estava aberto, (...) frequentado por escritores, pintores, políticos. As xícaras com o retrato do Bocage me encantaram!"
"Minha irmã e meu cunhado, professor de Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo, foram convidados para almoçar em Sintra com o romancista José Maria Ferreira de Castro. Aqueles grandes escritores, quando sabiam da minha existência, generosamente acrescentavam: -Tragam também a cunhadinha! E lá fui eu, feliz da vida com a minha boa sorte, consciente da honraria, do privilégio, de conhecer o autor de A Selva, um clássico da literatura, e ambientado na Amazônia!"
"Após as primeiras e bem-sucedidas expedições pela cidade, inventei diversas qualidades de aventurosos passeios. Sonhava percorrer o topo dos arcos altíssimos do Aqueduto das Águas Livres, que resistiu ao terremoto, ou terramoto, de 1755. Em folheto encontrado por acaso, informavam que partindo do Jardim da Meia Laranja eu poderia atravessar a pé, e sozinha, o aqueduto. Lá fui eu. No pequeno jardim, disse bom dia ao jovem policial de plantão e segui em frente pela passarela, de onde se descortina extraordinária vista de Lisboa (...) lá das alturas, ver a cidade transfigurar-se em abismo! (...) Aventurei-me em seguida a cruzar o Parque Florestal de Monsanto, e depois de passar alguns sustos ao me perder na floresta, consegui uma carona, ou boleia, no carro de uma família, até a estação de Benfica, onde embarquei num comboio, como se diz aqui em Portugal. Vindo de Sintra, ele seguiu para o Rossio."
"Minha irmã e meu cunhado, professor de Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo, foram convidados para almoçar em Sintra com o romancista José Maria Ferreira de Castro. Aqueles grandes escritores, quando sabiam da minha existência, generosamente acrescentavam: -Tragam também a cunhadinha! E lá fui eu, feliz da vida com a minha boa sorte, consciente da honraria, do privilégio, de conhecer o autor de A Selva, um clássico da literatura, e ambientado na Amazônia!"
"Após as primeiras e bem-sucedidas expedições pela cidade, inventei diversas qualidades de aventurosos passeios. Sonhava percorrer o topo dos arcos altíssimos do Aqueduto das Águas Livres, que resistiu ao terremoto, ou terramoto, de 1755. Em folheto encontrado por acaso, informavam que partindo do Jardim da Meia Laranja eu poderia atravessar a pé, e sozinha, o aqueduto. Lá fui eu. No pequeno jardim, disse bom dia ao jovem policial de plantão e segui em frente pela passarela, de onde se descortina extraordinária vista de Lisboa (...) lá das alturas, ver a cidade transfigurar-se em abismo! (...) Aventurei-me em seguida a cruzar o Parque Florestal de Monsanto, e depois de passar alguns sustos ao me perder na floresta, consegui uma carona, ou boleia, no carro de uma família, até a estação de Benfica, onde embarquei num comboio, como se diz aqui em Portugal. Vindo de Sintra, ele seguiu para o Rossio."
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896898403 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | maio de 2019 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 147 x 212 x 5 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 90 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Memórias e Testemunhos
|
| EAN: | 9789896898403 |
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