Reinventar a Democracia

de Boaventura de Sousa Santos
Editor: Gradiva, abril de 1998 ‧
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A democracia da modernidade ocidental assenta na ideia de contrato social. Este contrato tem características inovadoras e traduziu-se em formas de Estado e sociedade muito específicas. Vivemos um período de crise profunda deste contrato social, que se revela pela predominância dos processos de exclusão social sobre os de inclusão social. Em resultado disto está a emergir uma nova forma de apartheid social, designada neste livro por fascismo societal, e que se caracteriza pelo colapso das mais elementares expectativas de vida da vasta maioria da população. O fascismo societal convive tanto mais facilmente com a democracia política quanto esta perde a capacidade para redistribuir recursos e oportunidades. Assim debilitada, a democracia passa a ser uma democracia de baixa intensidade. A oposição eficaz ao fascismo societal pressupõe a vigência de uma democracia de alta intensidade. Há, pois, que inventá-la.

Reinventar a Democracia

de Boaventura de Sousa Santos

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726626312
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: abril de 1998
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 76
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789726626312
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Boaventura de Sousa Santos

Professor catedrático na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, nascido em 1940, em Coimbra, é Diretor do Centro de Estudos Sociais (C.E.S.) e da sua revista, a Revista Crítica de Ciências Sociais.
Tem-se debruçado sobre as questões da cidadania, dos modos de produção de poder social, da análise da sociedade portuguesa e da globalização. A crise do modelo civilizacional com um todo, ou, para utilizar as suas palavras, do paradigma da modernidade, é analisada por Boaventura de Sousa Santos nas suas várias dimensões: epistemológica (Um Discurso Sobre as Ciências, 1988 ou Introdução a uma Ciência Pós-Moderna, 1989), política e cultural (Pela Mão de Alice. O Social e o Político na Pós-Modernidade, 1994).
Analisando a sociedade portuguesa, posiciona Portugal naquilo a que chama semiperiferia do sistema mundial.
Debruçando-se sobre as ciências, delineou o paradigma emergente, que será não apenas um paradigma científico mas também um paradigma social, já que surge numa sociedade ela própria revolucionada pela ciência (Um Discurso Sobre as Ciências, 1988).
Em 2001 ganhou o prémio o prestigiado prémio de Ciências Humanas e Educação do Brasil, Jabuti 2001, com a sua obra A Crítica da Razão Indolente: Contra o Desperdício da Experiência.
De salientar que Boaventura de Sousa Santos é o autor do primeiro estudo aturado sobre o sistema judicial português.

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