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Refúgio de Gibraltar

de Berta Helena
Editor: Imprensa Académica, março de 2023 ‧
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A jovem Lilly, assustada, mão bem agarrada à da mãe, chegava à Madeira. Julho de 1940. Era uma refugiada de guerra como todos os outros que com ela viajaram desde Gibraltar. Os bombardeamentos, a 2.ª Guerra Mundial, obrigaram-nos a abandonar a sua terra. A Madeira estava então estagnada. Sem turistas, sem poder exportar os vinhos, os bordados, os vimes, tornou-se uma terra muito pobre. Desemprego, fome, muita tristeza.

A vinda dos gibraltinos trouxe uma reviravolta. Reabriram-se os hotéis, restaurantes, esplanadas, salões de baile. Ao Funchal voltou a alegria. Mas foram difíceis os primeiros tempos no Funchal. Um choque de culturas. A sociedade local, fechada e conservadora, não aceitou bem os hábitos das senhoras gibraltinas. Os corpos mais despidos, os cabelos com cortes curtos, as idas ao Lido...

Tudo considerado pelas senhoras da terra como más influências para as meninas madeirenses. Mas tudo se compôs. Com algum sofrimento e cedências de um lado e do outro. As refugiadas acabaram por se ambientar e até por gostar de viver na ilha. Lilly fez amizades, encontrou uma paixão impossível e um amor enorme que transformou a sua vida. Deslumbrou-se pela Madeira, fez do Funchal a sua terra. Mas derramou muitas lágrimas.

Refúgio de Gibraltar

de Berta Helena

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899062252
Editor: Imprensa Académica
Data de Lançamento: março de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 222 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899062252

Belíssimo!

Eduardo

Adorei a história das gibraltinas e dos gibraltinos exilados na Ilha da Madeira, neste romance excelente. Narrativa muito interessante e cativante.

SOBRE O AUTOR

Berta Helena

Berta Helena nasceu no Funchal. Foi jornalista profissional da RDP/Madeira desde 1978 e durante 30 anos. Colaborou com outros órgãos de comunicação social, nomeadamente a RTP e a RTP Internacional. Fez, na RDP, para além da informação diária, a série de programas "Contadores de Histórias", com reportagens do quotidiano madeirense e histórias de figuras marcantes. Em maio e junho de 1996, esteve na Bósnia como enviada especial para a cobertura dos acontecimentos que conduziram à paz nos Balcãs. Em 2003, publicou o seu primeiro livro, Lenços Brancos, uma história de amor durante a Revolta da Madeira. Com a obra Pelo Verde dos Poios (2004),foi distinguida com menção honrosa no concurso literário Horácio Bento de Gouveia, da Câmara Municipal de São Vicente. Foi também premiada pelo conto Cândia, numa iniciativa do Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira. Publicou, em 2015, a obra de ficção O Feitiço de um pé de junquilhos. Venceu, em 2022, o Prémio Literário da Cidade do Funchal - Edmundo Bettencourt, com a obra Refúgio de Gibraltar.

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