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Recintos Megalíticos do Ocidente do Alentejo Central
Arquitectura e paisagem na transição Mesolítico/Neolítico
Editor:
Edições Colibri, maio de 2021 ‧
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SINOPSE
«Este estudo trata da arquitectura dos recintos megalíticos e menires associados, na parte ocidental do Alentejo Central. Com base nos dados arqueológicos disponíveis, é analisada a organização espacial dos monumentos e o modo em que aqueles se relacionam com a paisagem e o tempo cíclico, estabelecendo ligações visuais com elementos distintivos do relevo e alinhamentos para o nascente ou poente do Sol e da Lua, em momentos conspícuos dos respectivos ciclos. As evidências sugerem uma ideologia, expressa na arquitectura megalítica, que relaciona o espaço e o tempo de forma característica, com semelhanças, em diversos aspectos, com o que se verifica em outros monumentos pré-históricos da Europa atlântica. Tendo em conta os estudos recentes que propõem uma cronologia do Neolítico antigo/médio para os recintos megalíticos e a maior parte dos menires de Évora, Montemor-o-Novo, Mora e Reguengos de Monsaraz, estes dados são considerados no contexto mais vasto da transição entre o Mesolítico e o Neolítico, no centro e sul de Portugal, como manifestações de um processo que, supostamente, terá implicado transformações no simbolismo e nos preceitos de organização espacial das comunidades que o viveram.
Na transição do século, apesar do crescente e por vezes avassalador interesse turístico gerado pelos Almendres, degradando as acessibilidades e ameaçando a própria salvaguarda do sítio arqueológico, a acção pública de conservação estava praticamente reduzida a zero, sujeita à lógica de fazer depender a sua futura valorização, dos grandes investimentos turísticos privados anunciados para a Herdade mas, felizmente, nunca concretizados. Contrastando com a ausência de intervenção pública, o interesse científico pelo megalitismo alentejano e pelos menires em particular, não esmoreceu entre os antropólogos. Neste domínio, (…), destacou-se o GEMA (Grupo de Estudo do Megalitismo Alentejano) dinamizado, entre outros, por Manuel Calado (responsável pela identificação e estudo do Cromeleque de Vale Maria do Meio) e Pedro Alvim, o malogrado autor da tese de mestrado sobre os Almendres que agora, finalmente, é publicada. Arquitecto de formação, o interesse de Pedro Alvim orientara-se preferencialmente para o entendimento da organização espacial dos recintos megalíticos, na sua óbvia relação com as paisagens envolventes. Nesta perspectiva, o Cromeleque dos Almendres, por todos os motivos, assumiria um papel central na sua investigação, razão mais do que suficiente para que a Freguesia de Guadalupe se interessasse pelo seu trabalho que parecia vir ao encontro de tempos, aparentemente, mais favoráveis para o Cromeleque. (…). Naquele contexto, o desenvolvimento de novas investigações nos Almendres por Pedro Alvim, no âmbito da preparação de tese de doutoramento na Universidade de Durhan, perspectivava novos e indispensáveis dados científicos para enquadramento dos anunciados projectos de conservação e valorização. Infelizmente, o desaparecimento daquele investigador em Maio de 2015, de doença súbita e fulminante, privou-nos do seu inestimável contributo. Data de então, em reconhecimento do papel de Pedro Alvim (1970-2015) para o conhecimento e valorização contextual do Cromeleque dos Almendres, a intenção da União de Freguesias de N.ª Sr.ª da Tourega e N.ª Sr.ª de Guadalupe, de promover a edição da tese de Mestrado, defendida em 2009, na Universidade de Évora.»
António Carlos Silva - arqueólogo, presidente da Assembleia da União de Freguesias da Tourega e Guadalupe
Na transição do século, apesar do crescente e por vezes avassalador interesse turístico gerado pelos Almendres, degradando as acessibilidades e ameaçando a própria salvaguarda do sítio arqueológico, a acção pública de conservação estava praticamente reduzida a zero, sujeita à lógica de fazer depender a sua futura valorização, dos grandes investimentos turísticos privados anunciados para a Herdade mas, felizmente, nunca concretizados. Contrastando com a ausência de intervenção pública, o interesse científico pelo megalitismo alentejano e pelos menires em particular, não esmoreceu entre os antropólogos. Neste domínio, (…), destacou-se o GEMA (Grupo de Estudo do Megalitismo Alentejano) dinamizado, entre outros, por Manuel Calado (responsável pela identificação e estudo do Cromeleque de Vale Maria do Meio) e Pedro Alvim, o malogrado autor da tese de mestrado sobre os Almendres que agora, finalmente, é publicada. Arquitecto de formação, o interesse de Pedro Alvim orientara-se preferencialmente para o entendimento da organização espacial dos recintos megalíticos, na sua óbvia relação com as paisagens envolventes. Nesta perspectiva, o Cromeleque dos Almendres, por todos os motivos, assumiria um papel central na sua investigação, razão mais do que suficiente para que a Freguesia de Guadalupe se interessasse pelo seu trabalho que parecia vir ao encontro de tempos, aparentemente, mais favoráveis para o Cromeleque. (…). Naquele contexto, o desenvolvimento de novas investigações nos Almendres por Pedro Alvim, no âmbito da preparação de tese de doutoramento na Universidade de Durhan, perspectivava novos e indispensáveis dados científicos para enquadramento dos anunciados projectos de conservação e valorização. Infelizmente, o desaparecimento daquele investigador em Maio de 2015, de doença súbita e fulminante, privou-nos do seu inestimável contributo. Data de então, em reconhecimento do papel de Pedro Alvim (1970-2015) para o conhecimento e valorização contextual do Cromeleque dos Almendres, a intenção da União de Freguesias de N.ª Sr.ª da Tourega e N.ª Sr.ª de Guadalupe, de promover a edição da tese de Mestrado, defendida em 2009, na Universidade de Évora.»
António Carlos Silva - arqueólogo, presidente da Assembleia da União de Freguesias da Tourega e Guadalupe
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895660148 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | maio de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 208 x 297 x 7 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 130 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
Arqueologia
|
| EAN: | 9789895660148 |
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