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Reabilitação e Autenticidade

Consequências no Tecido Urbano

de Luís Pedro Nogueira da Siva Cruz
Editor: Chiado Books, julho de 2018 ‧
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Este livro, embora se foque no norte Alentejo, sobretudo em dois exemplos bastante distintos - Tolosa, no concelho de Nisa, e Castelo de Vide - cujas especificidades permitem assegurar uma identificação alargada com outros aglomerados dispersos pelo país, destina-se genericamente a todos os intervenientes em processos de reabilitação urbana sem excluir um público mais abrangente também atento à matéria.

O entendimento da Reabilitação indissociável da Autenticidade é o fio condutor da obra e, neste caso, a autenticidade pressupõe uma leitura atenta do Lugar que aposta na compreensão do objeto de intervenção, abrangendo o sítio na sua globalidade, nomeadamente o entrosamento do rural com o urbano, as relações com a envolvente, a forma como o aglomerado se estrutura, os vários momentos que determinam esse desenvolvimento e a sua interação, até às unidades elementares - as habitações - que em conjunto definem ruas, quarteirões, etc. realçando o Valor de Conjunto.

Relativamente ao edifício, este é entendido como um Valor Tecnológico em que materiais, sistema construtivo, tipologia, ornamentações, etc., integram um Todo a preservar e valorizar, sem se pôr de parte a necessidade de se introduzir melhoramentos, tendo sempre presente que o ótimo é inimigo do bom, mas que é necessário acudir à degradação instalada, motivada pelo abandono e pela interrupção na manutenção periódica, e criar condições de utilização consentâneas com os nossos dias.

Considera-se no entanto que qualquer programa funcional a instalar tem que se adaptar ao edifício e não o contrário, que conduz à prática adotada indiscriminadamente pelo país, sobretudo nos grandes centros urbanos, assente no Fachadismo, em que se reduz o imóvel à carcaça com o esventramento do seu miolo, originando edifícios sem alma, completamente artificializados, na sequência da obrigatoriedade de se adaptarem a programas excessivos.

No fundo, nos exemplos apresentados no livro assegura-se a preservação do sistema construtivo e materiais existentes prolongando o tempo de vida útil do imóvel, introduzindo o mínimo de perturbações, ou seja, sem incorrer em intervenções musculadas. Consequentemente, as demolições extensas e o fazer de novo, mesmo que nos mesmos materiais, são práticas rejeitadas apostando-se assim na reciclagem e reutilização com custos ambientais reduzidos.

Reabilitação e Autenticidade

Consequências no Tecido Urbano

de Luís Pedro Nogueira da Siva Cruz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895223275
Editor: Chiado Books
Data de Lançamento: julho de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 237 x 42 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 580
Tipo de produto: Livro
Coleção: Compendium
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Outros
EAN: 9789895223275

SOBRE O AUTOR

Luís Pedro Nogueira da Siva Cruz

Luís Pedro Nogueira da Silva Cruz nasceu em Lisboa em1959.
Após Moscavide, de que quase nada se lembra, seguiu se Parede, local onde se instalaram os pais, Carlos e Berta, a avó Leonilde e os dois rapazes (para além do Luís Pedro há ainda o António Carlos) e onde este permaneceu até entrar na universidade (mais coisa, menos coisa).
Em 1984 licenciou se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa, com passagem pela Faculdade de Arquitetura do Porto, onde fez o 1.º ano (momento crucial na sua formação, ou seja, a mania do desenho vem daí e também de uma passagem breve pelo Ar.Co).
Possui pós graduação em Reabilitação de Centros Urbanos pela UNESCO (1995) e mestrado em Reabilitação Urbana (2014).
Iniciou a sua atividade profissional como docente, ainda antes de terminar o curso (na época era assim, havia trabalho, não propriamente em arquitetura, e muitos arquitetos começaram por dar aulas, uns mantiveram se e outros não).
Foi professor provisório do 5.º Grupo entre 1983 e 1988, professor de Didática da Educação Visual, integrado no Curso de Formação Complementar (2.º ciclo) dirigido a professores do Ensino Básico, no Instituto Superior de Ciências Pedagógicas em Odivelas, no ano letivo 92/93, e professor de Desenho de Construção Civil e de Ocupação Urbana e Fundamentos do Ambiente na Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Nisa entre 1993 e 1996.
Como arquiteto, entre 1985 e 1993, integrou a equipa técnica da empresa de projetos, Percurso (Arquitetura, desenho e planeamento, CRL).
Em 93, com Teresa Manuela Rodrigues Adam com quem mais tarde veio a casar e filhos (Mariana, João e André), fixou se no Alto Alentejo, começando por desempenhar funções ao serviço da Câmara Municipal de Nisa como coordenador do Gabinete Técnico Local de Nisa (GTL), que executou o Plano de Salvaguarda do Centro Histórico de Nisa e, paralelamente, iniciou atividade como projetista em regime de profissão liberal, com intervenções na área do projeto e planeamento, focando se na reabilitação urbana.
Em 1997, ingressou no quadro da Câmara Municipal de Castelo de Vide, desempenhando funções de chefe de divisão (Divisão de Planeamento Luís Pedro Nogueira da Silva Cruze Projetos) entre 1998 e 2001.
Pelo meio, nasceu seu filho Afonso, acontecimento sem dúvida digno de nota e com merecido destaque.
De 2001 a 2006, em Évora, ocupa o lugar de chefe de divisão de monumentos do quadro da Direção Regional de Edifícios e Monumentos do Sul, da DGEMN.
De 2005 a 2007, ao serviço da Câmara Municipal de Nisa, desempenha funções de diretor de projeto municipal e dirige o projeto de requalificação urbana de Tolosa, criado na sequência do plano de urbanização que coordenou.
Em 2007, regressa à Câmara Municipal de Castelo de Vide e, desde então, tem desempenhado funções de projetista e, alternadamente ou cumulativamente, tem assumido a responsabilidade pelo licenciamento de obras particulares.
Ainda na sequência da atividade desenvolvida no âmbito da reabilitação urbana, foi realizando trabalho de investigação, divulgado através de comunicações em conferências sobre o tema, exposições e publicações, para além de promover ações de sensibilização recorrendo à colaboração assídua em jornais regionais e através de ações implementadas pela Delegação de Arquitetos de Portalegre, algumas dinamizadas e coordenadas por si.
Ao longo de todos estes anos, destaca se uma atividade que não só se manteve constante como tem vindo a ganhar uma expressão cada vez maior - o desenho.

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