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Quem Tem Medo do Género?

de Judith Butler
Editor: Orfeu Negro, novembro de 2024 ‧
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Quem Tem Medo do Género?, obra de grande coragem e rigor analítico, confronta os ataques ao género que se tornaram centrais nos movimentos de direita contemporâneos. Demonstrando o anti intelectualismo e as incongruências da ideologia antigénero, Judith Butler examina a forma como o género se tornou um fantasma para regimes autoritários, grupos fascistas, feministas transexcludentes ou o Vaticano.

Operando em conjunto com narrativas enviesadas da teoria crítica da raça e ansiedades sobre imigração, o movimento antigénero alimenta o nacionalismo agressivo, demoniza as lutas pela igualdade e procura inverter vitórias legais em matéria de liberdade sexual, justiça reprodutiva, igualdade de género, direitos das mulheres, direitos queer e direitos trans, deixando milhões de pessoas vulneráveis à discriminação e à violência.

Ao imaginar novas possibilidades, mais livres e solidárias, Judith Butler oferece-nos uma obra de análise social e política esperançosa, actual e intemporal.
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Livros para ler ainda antes do final do ano

Não dá para escapar ao Natal, mas deixemos a porta aberta, caso alguém queira mesmo escapar. A lista vai com cheirinho a gengibre e canela, e até tem som, mas quem for Scrooge pode ler outras coisas. As mais belas canções de Natal Não sou grande fã de ler dois livros ao mesmo tempo, mas, como este é de ouvir, pode seguir com o anterior. Numa primeira parte, temos pautas com notas musicais, assim como a letra das canções, e ilustrações que sabem a festival gráfico. Há esquilos a escolher pinheiros, há o carrinho das castanhas assadas, há pés em cima da neve, lojas de brinquedos, bolachas natalícias, luzes, um chocolate quente para o Pai Natal, pequenitos de pijama e prendas para desembrulhar. Quem quiser e souber, pode pegar no seu instrumento para tocar as músicas deste livro – ou simplesmente para as cantar. Quem quiser estar quieto pode carregar num botão na última página e literalmente ouvir as canções. Eu, que não sabia que os livros também cantavam, assim que peguei neste vi um milagre natalício. COMPRO NA WOOK! » Olivia prepara o Natal Nem tudo corre bem – e é isso que é lindo. O caos é lindo quando há amor no meio. E a Olivia, no meio da família, vê-se a braços com a vida como ela é: dá uma tarte de mirtilos ao irmão, mas ele vomita-a; prepara as luzes e emaranha-se nelas, e a seguir ainda apanha um choque; mete-se à janela à procura do Pai Natal, mas só vê chuva; deixa comida para o homem das barbas, junto à chaminé, mas é o cão que a degusta. O livro é divertidíssimo, os desenhos são a traço fino e simples. No meio disto, as rotinas de sempre: preparar o jantar, pôr as meias junto à chaminé, ter a árvore montada. E, no final, cair nos braços de Morfeu, depois de um dia cansativo. COMPRO NA WOOK! » Natal em Hogwarts A época de Natal tem sempre cheiro a lareira de Hogwarts, e este livro não brinca em serviço, mostra mesmo o Natal no castelo. Além da narrativa, já sobejamente publicada e conhecida, é uma maravilha gráfica. O livro usa a prosa de J. K. Rowling, pegando diretamente numa parte do texto de Harry Potter e a Pedra Filosofal, e, usando o traço e as cores de Ziyi Gao, cristaliza a ação com imagens, em que o leitor, pequeno ou não, se detém como quem degusta devagar. Ali está Hogwarts coberta de neve, o salão cheio de grinaldas de azevinho, e ali estão os pequenos feiticeiros ao lado da magia e da alegria do Natal, ainda longe do rosto sem nariz de Voldemort. Ler e ver o livro dá uma sensação de quentinho: a neve cai lá fora, mas, dentro do castelo, as lareiras estão acesas e Harry tem o seu primeiro Natal feliz. Findo o livro, sobra também a nostalgia, alguma frustração: eu, por exemplo, ainda não parei de me irritar com a coruja que perdeu a minha carta que me levaria a ser parte da equipa Gryffindor. Já agora, para não desestruturar narrativas, o melhor é mesmo começar pelo magnífico volume ilustrado da Pedra Filosofal. COMPRO NA WOOK! » Irmãos Dois irmãos não têm de ser iguais, e Ari e Rey são diferentes. Um é moreno, o outro loiro. Um é calmo e atento, outro aventureiro e energético. Até há quem duvide se são mesmo irmãos. Eles são menos dramáticos: não é por serem tão diferentes que são menos irmãos. As ilustrações da relação entre Ary e Rey são belíssimas, parecendo cristalizar uma história de amor intemporal. À medida que se folheia, o livro sabe quase a álbum de memória, e nunca passa ao lado a beleza do amor incondicional. Pouco importam os gostos ou formas de ser quando há a ternura e a certeza de uma companhia que dura a vida toda. COMPRO NA WOOK! » Grandes amigos É uma delícia, e um misto de emoções. Logo à cabeça, a ternura: o Zé e o Nico são muito amigos, divertem-se no monte e inventam a vida. Quem os vê percebe que uma grande amizade não precisa de ter muita idade. Precisa, claro, de certezas. Um dia, o Gui junta-se a eles. O Nico fica contente, mas o Zé sente-se estranho, meio à parte, e durante algumas páginas vemo-lo sofrer com ciúmes ou a ideia de rejeição ou eu sei lá. É bom para se perceber que os sentimentos sérios não existem só nas relações amorosas ou nos adultos. Mas, com saudades dele, o Nico e o Gui preparam uma surpresa. De repente, estão juntos os três – e felizes. As ilustrações são encantadoras, as personagens expressivas, a narrativa lúdica. COMPRO NA WOOK! » Quem tem medo do género? E com este livro damos uma guinada para outro tipo de leitores – ou até os mesmos (que os adultos podem ler os anteriores), mas pelo menos para outro tipo de leitura. Neste livro, Judith Butler, já famosa por isto, disserta sobre as teorias relativas ao género perpetradas pelos movimentos de direita contemporâneos. Com isto, a autora mostra o papel do género nas políticas e nas ideologias de regimes totalitários ou do Vaticano. Não é um livro para ler à lareira, antes um livro para ler com caneta na mão, para ir sublinhando e anotando, já que a teoria de Butler se vai juntando a outras teorias interseccionais, ao mesmo tempo que dá uma possível explicação para o mundo contemporâneo, incluindo o estado de vários tipos de direitos ou os lugares onde o nacionalismo exacerbado ganha espaço. COMPRO NA WOOK! » O excêntrico Mr. Churchill E aqui largamos a caneta e podemos voltar para a lareira. Este é um livro para divertir. Desengane-se quem estiver à espera do cinzentismo de uma biografia. Em vez disso, temos uma coleção de histórias engraçadas que provam que muitas coisas cabiam em Winston Churchill, nem todas fulcrais para a figura política, mas várias interessantes para se conhecer o homem. Ora, o homem gostava de caçar borboletas, de inventar engenhocas para fumar charutos em aviões e, felizmente, de tomar banho. Quão limpa terá de ser uma pessoa para que isto seja um dia dito sobre ela? Enfim, nada disto será muito interessante para a compreensão da História do mundo, mas há lá coisa com mais graça do que um excêntrico? Duvido muito. COMPRO NA WOOK! »

Quem Tem Medo do Género?

de Judith Butler

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899225053
Editor: Orfeu Negro
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 125 x 179 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 400
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789899225053

SOBRE O AUTOR

Judith Butler

Judith Butler leciona na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e é uma das mais influentes teóricas contemporâneas do feminismo e da teoria queer. Autora de trabalhos pioneiros como Problemas de Género: Feminismo e Subversão da Identidade e Corpos que Contam: Limites Discursivos do «Sexo», Butler tem contribuído amplamente para a renovação dos estudos de género. É também uma das vozes mais ativas no debate atual de questões éticas e políticas e as suas reflexões filosóficas são indissociáveis de uma postura ativista. Nas suas obras mais recentes, Butler tem-se centrado no estudo de uma ética da não-violência no contexto de coletivos políticos e de movimentos de transformação social.

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