Quando os Cravos Vermelhos Cruzaram o Geba

de Tony Tcheka
Editor: Editorial Novembro, novembro de 2020 ‧
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Tony Tcheka é um dos principais escritores da Lusofonia.
Este seu novo livro, composto por 4 contos, Pekadur di Sambasabi, Manito o Patriota, Camarada Melhor Amanhã e Excisadas na Flor da Idade, é um verdadeiro contributo para o acervo da História, da Cultura e da Língua Portuguesa.

Assistimos, durante a leitura, a um entrelaçamento de culturas; aprendemos com os dialetos, as lendas, as tradições e os costumes, desta narrativa histórica romanceada, que nos adverte para o quanto é necessário "pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro", tal como Hérodoto visionou.

Tony Tcheka é um profundo conhecedor da História e das estórias de homens e mulheres que sendo escravos da sua identidade, se tornam vítimas fáceis da ignorância, do medo e da ganância.

Como se fosse pouco, confere aos seus textos um embelezamento semântico e sintático, numa requintada criação literária.

Quando os Cravos Vermelhos Cruzaram o Geba

de Tony Tcheka

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895463794
Editor: Editorial Novembro
Data de Lançamento: novembro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 228 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 174
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789895463794

Obra importante para pensar as heranças da Guerra Colonial

Inês R.

Um livro de contos do escritor guineense Tony Tcheka que aborda os impactos do 25 de abril de 1974 na atual Guiné-Bissau. A maioria dos contos trata de um tema difícil e delicado que pouca expressão tem tido e que aqui é tornado visível através da literatura: a situação liminar em que ficaram os soldados africanos que lutaram na guerra incorporados no exército português. Por isso, este livro torna-se uma peça central para pensar os legados das guerras coloniais e das lutas de libertação.

SOBRE O AUTOR

Tony Tcheka

Tony Tcheka (pseudônimo de António Soares Lopes Jr.) é escritor, jornalista, ensaísta e consultor internacional (media e comunicação); guineense, nascido em Bissau, no bairro de Santa Lúzia, é considerado um nome referência no seu país, nas áreas da cultura e do jornalismo. Da sua lavra literária destacam-se os títulos "Noites de Insónia na Terra Adormecida" (Bissau, 1996); "Guiné Sabura que Dói" (lançado no Brasil em 2008, na Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (FLIPORTO) e em Lisboa (2009); "Desesperança no Chão de Medo e Dor" (Lisboa – Mala Posta/2016); Os Media na Guiné-Bissau (Faculdade de Direito de Lisboa/2017), um estudo que percorre o período entre 1879 a 2013, a que se juntam outros trabalhos anteriores de sua autoria na mesma área. Na Alemanha, saiu a lume em março deste ano, o livro de poesia "GUINEA", uma edição bilingue, português-alemão, com a chancela da editora Hochtoth Verlag. Tem já terminados outros dois livros, um de ficção-romanceada, "Bissau-Velho e Sonhos Capturados", e outro de poesia, Terra Naufragada – "SolNoti".
Autor e apaixonado confesso da cultura multifacetada do seu país, cedo se destacou na pesquisa, não só na escrita, como na recolha e divulgação da produção literária nacional na imprensa local e na coordenação e apoio editorial, individualmente ou integrando equipas de trabalho, das cinco primeiras antologias poéticas editadas na Guiné-Bissau: "Mantenhas para quem Luta" (Bissau-1977); Momentos Primeiros de Construção (Bissau-1978); "Poesia Moderna Guineense" (Lisboa-1990); "Eco do Pranto" (Bissau e Lisboa-1992); Barkafon di Poesia na Kriol (Bissau-1997).
Criou e dirigiu o "Bambaram", uma edição cultural e literária do Jornal Nô Pintcha. Numa outra dimensão, apoiou um grupo de jovens na sua iniciação poética, na organização e edição da Antolologia Juvenil "Traços no Tempo" (2009), que prefaciou. É cofundador do grupo GREC- Grupo de Ação Cultural e da Revista Cultural "Tcholona". Com mais quatro colegas, os jovens quadros Miguel de Barros, Spencer Embaló, Rui Jorge e Patricia Godinho Gomes, criaram a "Cooperativa Corubal", vocacionada para a produção, divulgação cultural e científica. Dirigiu a "RDN" – Radiodifusão Nacional da Guiné-Bissau e o jornal guineense "Nô Pintcha". Desde janeiro (2019) preside a AEGUI – Associação de Escrito¬res da Guiné-Bissau, tendo feito parte da equipa fundadora do PEN-CLUB guineense (2018); foi ainda Secretário Executivo da UNAE-União de Artistas e Escritores da Guiné-Bissau, que ajudou a criar e presidiu a primeira Associação Guineense de jornalistas – AJGB. Da sua lavra literária muitos trabalhos foram respaldados no estrangeiro em diferentes obras: "Anthologie Littéraire de l'Áfrique de l'Ouest" (Paris-França), "No Ritmo dos Tantãs" (Brasil), "Na Liberdade" (Lisboa-Portugal), "Rumos dos Ventos" (Fundão-Portugal), "Anna" (Alemanha/Livro e DVD), Poesia da Guiné-Bissau (Grã-Bretanha), "Portuguesia-ContraAntologia" (poetas de Língua Portuguesa /Livro e DVD), "VERSshuggel – Contrabando de Versos – Poesia de expressão alemã e portuguesa" e Antologia Mundial (100 poetas do mundo). Figura no "Dicionário Temático da Lusofonia" (Lisboa-Portugal) e no "Além-Mar" (Lisboa-Portugal). Em Lisboa (2017) foi galardoado pela Organização "Prémios da Lusofonia", por serviços prestados à Lusofonia. Regista outras distinções nomeadamente "Diploma de Mérito com Estatueta", do Instituto Superior das Ciências da Educação de Lisboa (ISCE); "Diploma de Mérito Grau de Engenheiro de Almas" atribuído pela Sociedade de Autores Guineenses (SGA), pela contribuição dada à literatura e cultura guineenses. Recebeu mais três Diplomas de Reconhecimento Profissional concedidos pela "SGA", como jornalista nas áreas de televisão, rádio e imprensa escrita. Na sua vasta atividade profissional ressaltam ligações profissionais com muitas organizações internacionais, nomeadamente a UNICEF, Swedish Save de Children, UNESCO, IRIN (ONU), IPAD. Como correspondente, trabalhou para vários órgãos, nomeadamente o jornal Público, Rádio TSF-Lisboa, Voz da Améri-ca, Voz da Alemanha, BBC, entre outros. Na qualidade de consultor internacional esteve ligado a vários projetos, com destaque para formador de radialistas e animadores das Rádios Comunitárias Guineenses, enquadradas num projeto liderado pela INFORMORAC/Neederland em Bissau; Formador de animadores da AMIC – Associação de Amigos da Criança; Formador de Mulheres Líderes em Comunicação e Visibilidade "Women can do it", no Quanza Norte (Angola), e em Luanda "O Género em Jornalismo". Em Portugal foi editor da revista "África Lusófona" e redator da revista "Lusografia" do Instituto PIAGET.
Durante quatro anos, Tony Tcheka, como perito-media, integrou o Programa UE-PAANE – Apoio a Atores Não Estatais da União Europeia, coordenando o eixo media e comunicação. Tem vindo a coordenar uma equipa multidisciplinar da CE-CPLP, para a criação da Comissão Especializada da CE-CPLP para os Media e integra o Conselho de Administração dos "Prémios da Lusofonia". É membro do Conselho Consultivo do OLP – Observatório de língua Portuguesa e é o Coordenador do GRA – Grupo de Reflexão e Análise, com sede em Lisboa. Em 2019 foi nomeado Prémio Literário Guerra Junqueiro – Lusofonia|Guiné Bissau.

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