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Primeira Pessoa

de Pedro Mexia
Editor: Casa das Letras, março de 2006 ‧
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Primeira Pessoa reúne as crónicas publicadas na revista Grande Reportagem entre Novembro de 2003 e Dezembro de 2005. De tom pessoal e tema quotidiano, estes textos assumem diversos registos: observações sociológicas, especulações morais, memórias poéticas, confissões íntimas, exercícios lúdicos.

"As suas crónicas são impopulares e muito lidas. Certamente que algumas delas provocaram polémica em leitores e em leitoras (como agora se diz, para não desacreditar géneros); é o destino. O cronista destas crónicas muitas vezes não se leva a sério ou não se eleva para além do jogo que estabelece com o seu próprio espaço - que é geralmente autobiográfico. Não há ali ironia que ele não ironize sobre si mesmo. Não há riso que não se ria do próprio autor. São crónicas deliciosas, mordazes, com a saborosa ironia que assusta os aborrecidos. São um retrato de figurinos e de ideias portuguesas. Vemos nelas os nossos vizinhos e, no espelho que eles usam, vemo-nos também reflectidos. Ora, esse retrato não é positivo nem negativo, nem alegre nem triste, nem assustador nem felizardo: é o que é. Como a vida. Risível, presa na rede da melancolia."
Francisco José Viegas

GOSTAMOS DE QUEM GOSTA DE NÓS
"É um cliché. Mas a pura verdade. Gostamos de quem gosta de nós. Nada a fazer. Contra a estima, a admiração, a simpatia, o respeito, o afecto, não há nada a fazer. Uma pessoa gosta de nós e exerce o seu direito potestativo de nos fazer gostar também. Desse modo, apesar de não escolhermos as pessoas de quem gostamos, acabamos por ser escolhidos pelas pessoas que gostam de nós."
PORQUE NÃO GOSTO DAS NAMORADAS DOS AMIGOS?
"Porque não gosto dos namorados das amigas? Suspeito motivos ponderosos, primitivos, analíticos. Ou razões meramente comezinhas, sociológicas. Mas o facto é esse: sempre que conheço consortes fico de cara à banda. Desiludido. Magoado. Incrédulo. Porque diabo as minhas amigas e os meus amigos têm tão mau gosto?"

Primeira Pessoa

de Pedro Mexia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724616506
Editor: Casa das Letras
Data de Lançamento: março de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 234 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 352
Tipo de produto: Livro
Coleção: Crónicas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789724616506
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Pedro Mexia

Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972, crítico e cronista em vários jornais, nomeadamente Diário de Notícias (1998-2007), Público (2007-2011) e Expresso (desde 2011), subdiretor e diretor interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010) e vogal do conselho diretivo da Fundação Centro Cultural de Belém (2016-2023). Escreveu regularmente na revista LER. Participou em diversos projetos das Produções Fictícias, como, por exemplo, É a Cultura, Estúpido (Teatro São Luiz); O Eixo do Mal (SIC Notícias); O Inimigo Público (suplemento do Público); Os Culturistas e O Que Fica do Que Passa (Canal Q). Manteve rubricas de cinema na Rádio Renascença (meados dos anos 1990) e na Antena 3 (2015-2016). Foi coautor, com Inês Meneses, de PBX (2015-2023), um programa da Radar e um podcast do Expresso. Publicou oito coletâneas de poesia entre 1999 e 2021. Editou oito volumes de crónicas e o penúltimo, Lá Fora, venceu o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da Associação Portuguesa de Escritores – APE em 2018, editou cinco volumes de diários e a peça Suécia (2023), a convite do Teatro Nacional São João. A 10 de março de 2025, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

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