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Porto: A Epidemia de Peste de 1899

Circunstâncias e Consequências

de J. Martins e Silva
Editor: U.Porto Press, dezembro de 2022 ‧
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O autor descreve, como assunto nuclear desta obra distribuída por 4 partes e 17 capítulos, o aparecimento, evolução e dramáticas consequências induzidas pela peste bubónica na cidade do Porto. Encoberta e mansa, a epidemia chegou àquela cidade do Porto em maio de 1899. O diagnóstico bacteriológico foi estabelecido no início de julho. A doença, inicialmente temida pela população, foi posta em dúvida quando, nas últimas semanas desse mês, diminuiu o número de vítimas. Tal atitude pouco mudou com a subsequente escalada de infectados e mortos.

A epidemia foi reconhecida e comunicada internacionalmente somente em agosto. Seguiu-se o isolamento da cidade com um cordão sanitário, que originou uma grave crise socioeconómica e política, atribuída por alguma imprensa local às contradições e deficiente resposta governamental. O desemprego e miséria resultantes criaram uma população revoltada contra autoridades governamentais e médicos. A situação começou a normalizar, no fim desse ano, com a suavização das restrições e a virtual anulação da epidemia.

Porto: A Epidemia de Peste de 1899

Circunstâncias e Consequências

de J. Martins e Silva

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897463402
Editor: U.Porto Press
Data de Lançamento: dezembro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 165 x 232 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 508
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Medicina > Medicina Geral
EAN: 9789897463402

SOBRE O AUTOR

J. Martins e Silva

João Alcindo Pereira Martins e Silva, natural de Lisboa (1942), licenciou-se em medicina (1967) na Universidade de Lisboa, após o que foi convidado para assistente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lourenço Marques, onde desenvolveu trabalhos de investigação e se doutorou (1973). Antes estagiou, como bolseiro de pré-doutoramento da Fundação Calouste Gulbenkian no estrangeiro, designadamente em Seattle, Universidade de Washington (1070/71). Após o serviço militar em Moçambique (1972-1975) prosseguiu a carreira académica (professor auxiliar, extraordinário e catedrático) na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL).

Dirigiu o Instituto de Química Fisiológica, depois integrado no de Bioquímica, e prosseguiu projetos de investigação científica, até se aposentar (2005). Foi subdiretor (1991-1994) e diretor da FMUL (1994-2005), e presidente de duas sociedades médicas nacionais (Educação Médica, 1991-2003; Hemorreologia e Microcirculação, 1987-1994). Dedica-se, desde a aposentação, a temas da História da Medicina e à pintura.

Autor de centenas de publicações (artigos científicos, ensaios, editoriais) e mais de uma dezena de livros.

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