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Por Vezes é Preciso Trair

de Kamel Daoud; Tradução: Sara Sousa Gomes
Editor: Editora Guerra & Paz, maio de 2026 ‧
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Por vezes É Preciso Trair, de Kamel Daoud, é o potente grito de um ser humano que, nascido argelino e tendo na sua juventude militado no movimento islâmico, é hoje, devido às suas posições anti-identitárias, acusado de apóstata e inimigo do Islão, e objecto de uma fatwa que exige a sua morte.

Daoud defende a liberdade, não sente culpa e clama de uma vez por todas pela superação do dolorismo pós-colonial. Para Daoud, existe apenas uma regra: não hesitar em trair o nós, ter a coragem de romper com o rebanho. Daoud deu esse passo e quer ser universal, mantendo-se árabe e francófono.

Hoje, na Argélia, a identidade árabe é brandida como uma inquisição que exclui a diversidade e o mundo, e o mesmo se passa em muitas ex-colónias. Para Daoud, que deixou Orão e a Argélia em 2023, «o mar ou o deserto escaldante conferem à história um sentido mais vasto do que o nacionalismo».

Neste livro, a traição é sinónimo de libertação contra a imobilidade das certezas colectivas; e o epíteto de traidor torna-se num estandarte, numa atitude filosófica e existencial.

Por Vezes é Preciso Trair

de Kamel Daoud; Tradução: Sara Sousa Gomes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895764044
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: maio de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 231 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 78
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789895764044

SOBRE O AUTOR

Kamel Daoud

Kamel Daoud nasceu em 17 de junho de 1970, em Mostaganem, na Argélia, e é um escritor e jornalista a viver atualmente em França.
Daoud é o mais velho de seis irmãos de uma família muçulmana de língua árabe, tendo aderido na adolescência ao movimento islâmico, com o qual se desiludiu, passando a opor-se abertamente ao fervor religioso.
Estudou primeiro Matemática, depois Literatura Francesa, mas enveredou pelo jornalismo, colaborando com o Le Quotidien d’Oran, onde chegou a ser chefe de redação durante oito anos.
Em 2013, publicou o seu primeiro e controverso romance, Meursault, Contra-Investigação, que, entre outros, recebeu o prémio Goncourt para romance de estreia, e, em 2024, foi novamente agraciado com o prémio Goncourt pelo seu não menos controverso romance Huris.
A controvérsia em torno da sua obra literária valeu-lhe uma fatwa de «apóstata» e «inimigo do Islão» que exige a sua morte.
Acusado por estudiosos franceses de islamofobia depois do alerta que fez no Le Monde aquando de um caso de agressão sexual em Colónia, Daoud retirou-se temporariamente do jornalismo, retomando a atividade após o apoio de vários jornalistas e escritores que o defenderam.

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