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Por Una Cultura Democrática

de Heinrich Mann
idioma: espanhol
Editor: Editorial Pre-Textos, dezembro de 1996 ‧
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Heinrich Mann, a diferencia de su hermano Thomas, sólo ha recibido en español como novelista. Sin embargo, en los más duros tiempos de la historia de Europa, cultivó el ensayo desde una apuesta insobornable por la cultura democrática. Continuador de la tradición radical de la literatura, desde Voltaire hasta Zola, siempre se situó en el mismo frente: en la defensa del espíritu europeo, consciente desde antiguo de su profunda dialéctica unitaria. Dotado de una mirada que recorre todo el arco de la desgracia europea, Heinrich Mann es el único que no se dejó engañar por los cantos de sirena del gran seductor de la inteligencia del siglo XX. Nietzsche no es para él la solución, sino el síntoma de una profunda enfermedad. Estas páginas, humildes y valientes, nos traen el eco de una vida saludable que desprecia el gesto de la indignación aristocrática ante la cultura de masas. Nos hablan de una fe que desde Montaigne ni siquiera se atreve a llamarse certeza. La sencillez de la cultura democrática se torna aquí exigencia de lo mejor que pueda el mismo tiempo ser lo más compartido. La literatura se hace en estas páginas verdadera vocación de ser noble y popular.

Por Una Cultura Democrática

de Heinrich Mann

Propriedade Descrição
ISBN: 9788481911039
Editor: Editorial Pre-Textos
Data de Lançamento: dezembro de 1996
Idioma: Espanhol
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Literatura > Ensaios
EAN: 9788481911039

SOBRE O AUTOR

Heinrich Mann

Heinrich Mann (1871-1950) é considerado um dos autores mais importantes da literatura alemã e um dos seus renovadores mais notáveis. Primeiro filho de um comerciante rico, que era também senador da cidade de Lubeck, e de uma mãe oriunda de uma família abastada germano-brasileira, Heinrich foi também irmão do escritor Thomas Mann. Teve uma educação diversificada e, apesar de várias complicações de saúde, viajou por quase toda a Europa, muitas vezes acompanhado pelo irmão ou por outros membros da família. Após a publicação do seu primeiro romance, Professor Unrat (1905), Henrich Mann passou a integrar o meio intelectual. O ano de 1914 assiste ao seu primeiro casamento – curiosamente, para quem lera Professor Unrat, com uma atriz de quem veio mais tarde a ter a sua única filha. Nesse ano dá-se igualmente uma rutura com o irmão Thomas, depois de este ter publicado um texto de cariz nacionalista. Heinrich Mann defendia essencialmente a causa social-democrática e era um ativista do movimento pacifista ligado ao expressionismo. Só se reconciliaria com o irmão em 1922. Depois da guerra, continuou a sua carreira literária com a publicação de mais romances e em 1931 assumiu a presidência da Academia Prussiana das Artes. Nesse mesmo ano, com Albert Einstein escreveu uma carta sob a forma de manifesto contra a morte do intelectual croata Milan Šufflay, que foi publicada pelo New York Times. Foi também signatário, com Einstein e Käthe Kollwitz, do «Apelo Urgente» contra o Nacional Socialismo que instava a ação concertada entre o Partido Comunista Alemão e o Partido Social-Democrata. Em 1933, pouco tempo antes do incêndio do Reichstag, abandona o país e fixa-se em Nice, onde vive até 1940. A sua cidadania é revogada pelos nazis, que o incluem na primeira Lista Prioritária de Expatriação. No exílio continua a escrever e lidera diversos movimentos populares contra os nazis. É também editor de um jornal em língua alemã publicado fora da pátria. Em 1940, abandona França atravessando Espanha e fixando-se durante vários meses no Estoril, juntamente com diversos intelectuais como Alma Mahler, Alfred Döblin ou Franz Werfel, antes de conseguir passagem para os Estados Unidos onde se junta ao seu irmão Thomas. Ao contrário do irmão, nunca se integrou na cultura e na sociedade americanas, pelo que teve de contar com o seu apoio financeiro até ao final da vida. Faleceu em Santa Monica em 1950, pouco tempo antes de ter planeado um regresso à Alemanha, onde tinha sido eleito Presidente da Academia Alemã das Artes.

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