Poemas

de Georg Trakl
Editor: Abysmo, maio de 2019 ‧
«A poesia de Georg Trakl exerce um fascínio em várias dimensões. Cria impressões em quem se aproxima dela. Deixa-nos emocionalmente dispostos em horizontes difíceis de interpretar. Há uma reacção primária que se pode relacionar com as primeiras impressões que criam as imagens invocadas por cada palavra, no alinhamento de cada verso. a poesia cria uma sensação cinematográfica, onde passam em sucessão, imagens, planos. Fazem-se experiências de aproximação em que nos vemos mergulhar para dentro da própria cena. Somos envolvidos por cada atmosfera criada, como se estivéssemos no próprio filme que está a ser realizado ao mesmo tempo que o estamos a ver, como num videogame.
[…] a sua importância para a filosofia no século XX, designadamente, para a de Martin Heidegger é incontornável. […] a linguagem não é expressão, mas é chamamento. a linguagem transforma o que é visto como facto ocorrido num acontecimento de sentido. Há significado, não factos.»
In Prefácio

Poemas

de Georg Trakl

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898688927
Editor: Abysmo
Data de Lançamento: maio de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 127 x 216 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789898688927

A descoberta de Trakl

Tiago Marques

A poesia de Trakl é surpreendentemente sensível, embora de tradição expressionista. Descritiva, cruel e delicada ao mesmo tempo, mas também profundamente simples. Um livro a ler e a oferecer, na minha opinião, de um poeta dado a conhecer por uma das melhores editoras atuais, a Abysmo.

SOBRE O AUTOR

Georg Trakl

Georg Trakl (Salzburgo, 1887) é unanimemente considerado um dos mais importantes poetas de língua alemã. Começou a escrever poesia aos 13 anos, em resposta, ao que parece, ao contexto familiar, com um pai ausente e a mãe dependente de drogas, com a educação, dele e da irmã, entregue a governanta francesa, que lhe abriu cedo as portas de uma tradição poética marcante. Logo após o liceu, trabalhou uns anos como farmacêutico, delineando o seu futuro, pois, em 1908, foi mesmo estudar farmácia em Viena, integrando na sua extraordinária vida cultural, onde pontuavam figuras como Ludwig Wittgenstein, que o leu e apoiou. E franqueando o acesso às drogas que, desde cedo, se tornam eixo na sua vida. A participação na Primeira Guerra Mundial, na qualidade de oficial médico, agravou o seu estado depressivo, quase sempre ligado a uma relação incestuosa com a irmã, de algum modo presente em alguns poemas. Morreu 3 de novembro de 1914, em Cracóvia, de overdose de cocaína, com apenas 27 anos.

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