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Poemas de Gastão Cruz ditos por Luís Miguel Cintra

Ditos por Luís Miguel Cintra

de Gastão Cruz

editor: Assírio & Alvim
“Comecei a ler poesia em voz alta com o Gastão Cruz. Na Faculdade de Letras de Lisboa. Fim dos anos 60. Ele andava ainda por lá. Não sei se já tinha acabado o curso, se ainda lhe faltava alguma cadeira. Sei que o Gastão fazia parte desses dias da vida em comum que nesses anos vivemos e nos afeiçoaram a vida inteira. Reuníamo-nos na pequenina sala do grupo de teatro ao lado do bar, às vezes em sua casa. Ele trazia a escolha de poemas: toda a grande poesia. De Camões e Sá de Miranda aos novos: os novos mais velhos, Carlos de Oliveira, Eugénio de Andrade, Sophia, Ramos Rosa, e a nossa poesia, a Fiama, a Luiza Neto Jorge, o Ruy Belo, o Herberto Helder, e também, mas raramente, o próprio Gastão. Aprendíamos a ler: as respirações, os ritmos, as sonoridades, as palavras uma a uma, a estrutura dos poemas, o sentido. Queríamos dar-lhes voz mas deixá-los intactos na pureza da sua escrita, verso a verso, sem exibicionismo de interpretação. Só aprendíamos a ler, com a minúcia e o cuidado de quem muito ama e não quer estragar. Depois íamos dá-los a ouvir onde nos deixassem, lutando para que o trabalho das palavras fizesse parte da transformação do mundo que queríamos e para que queríamos trabalhar: na própria Faculdade, na 111, nas chamadas sessões de canto livre, muito na margem esquerda, tantas vezes com o Zeca Afonso a cantar. O Gastão começava assim um ofício afectivo que, a par do seu ofício de poeta, nunca abandonou: ler e dar a ler a poesia dos outros.”
Luis Miguel Cintra

"Gastão Cruz contribuiu significativamente para a recuperação e reconfiguração da poesia dita. O seu trabalho com actores, ao longo de décadas, introduziu um novo registo, mais sóbrio e colado ao texto, afastando-se da espectacularidade reinante. É assim justíssimo que a poesia do próprio Gastão seja dita, e dita por quem melhor o faz: Luís Miguel Cintra. Assumindo a sua antiga empatia estética e geracional, Cintra escolheu 74 poemas, que gravou de modo exímio. [...] "Os poemas de Gastão Cruz não se esgotam na sua função passada de ruptura estética nem nos seus aspectos geracionais. Esta é uma poesia vigiada mas angustiada, nunca evidente, cada vez mais apostada em complexidades formais e caminhando no fito de conjugar ao milímetro som e sentido, coisa que consegue como poucas. E no disco que acompanha a antologia, a voz grave e percutiva de Luís Miguel Cintra fixa inexcedivelmente esse claro enigma."
Pedro Mexia, Diário de Notícias

Poemas de Gastão Cruz ditos por Luís Miguel Cintra

Ditos por Luís Miguel Cintra

de Gastão Cruz

ISBN: 978-972-37-1053-3
Editor: Assírio & Alvim
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 210 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Coleção: Sons
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789723710533
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Gastão Cruz

Poeta e ensaísta português, Gastão Cruz nasceu em 1941, na cidade de Faro, no Algarve, e licenciou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Filologia Germânica. Professor do ensino secundário, o autor exerceu paralelamente, entre 1980 e 1986, a carreira de leitor de Português no King's College de Londres e dirigiu, nos anos 70 a 90, após a morte de Carlos Ferreira, o grupo de teatro Teatro Hoje/Teatro da Graça que ajudou a fundar. Traduziu vários textos dramáticos, de autores como Strindberg, Shakespeare e Jean Cocteau. Ainda muito jovem, com apenas 19 anos, Gastão Cruz, manifestando já um grande apego pelo texto poético, publica o seu primeiro livro, A Morte Percutiva, no volume coletivo intitulado Poesia 61, que compila textos de uma plêiade de cinco jovens poetas: Casimiro de Brito, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge e Maria Teresa Horta. Autor de uma obra muito diversa, publicou, entre outros, os seguintes títulos: A Morte Percutiva; A poesia Portuguesa Hoje, 1973; Campânula, 1978; Orgão de Luzes; Transe (1960-1990); As Pedras Negras, 1995; Poesia Reunida, 1999; Crateras, 2000 que recebeu o Prémio D. Dinis. Faleceu a 20 de março de 2022.

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