10% de desconto

Poema Do Cid

de Afonso Lopes Vieira
Editor: Relógio D'Água, abril de 1993 ‧
8,08€
10% DESCONTO CARTÃO
EM STOCK -

Do Poema del Cid existem desde há algum tempo traduções em numerosos idiomas, francês, italiano, alemão, sueco... Não seria necessária uma tradução em português, por esta língua ser tão semelhante à castelhana que os falantes de uma e outra se entendem tão facilmente? Em parte assim é; mas, contudo, o arcaísmo do Mio Cid tem demasiadas dificuldades para ser compreendido por toda a gente; e se o poema pôde estar esquecido quando a lenda do Campeador se divulgava nas suas formas posteriores de crónicas e romances, agora, quando os tempos modernos trouxeram a reabilitação dos produtos artísticos primitivos, parece necessário pôr ao alcance de todos o Cantar do século XII, para reatar a interpenetração originária das duas literaturas a que antes nos referimos. Por sorte quem empreendeu a tradução portuguesa foi o ilustre escritor Afonso Lopes Vieira, admirado como artista que soube apropriar-se de muitos e fecundos elementos poéticos de épocas passadas, recriando-os, dotando-os de vida moderna.
Do Prefácio de Menéndez Pidal

Do Poema del Cid existem desde há algum tempo traduções em numerosos idiomas, francês, italiano, alemão, sueco... Não seria necessária uma tradução em português, por esta língua ser tão semelhante à castelhana que os falantes de uma e outra se entendem tão facilmente? Em parte assim é; mas, contudo, o arcaísmo do Mio Cid tem demasiadas dificuldades para ser compreendido por toda a gente; e se o poema pôde estar esquecido quando a lenda do Campeador se divulgava nas suas formas posteriores de crónicas e romances, agora, quando os tempos modernos trouxeram a reabilitação dos produtos artísticos primitivos, parece necessário pôr ao alcance de todos o Cantar do século XII, para reatar a interpenetração originária das duas literaturas a que antes nos referimos. Por sorte quem empreendeu a tradução portuguesa foi o ilustre escritor Afonso Lopes Vieira, admirado como artista que soube apropriar-se de muitos e fecundos elementos poéticos de épocas passadas, recriando-os, dotando-os de vida moderna.
Do Prefácio de Menéndez Pidal

Poema Do Cid

de Afonso Lopes Vieira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727081981
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: abril de 1993
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 210 x 7 mm
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789727081981
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Afonso Lopes Vieira

Afonso Lopes Vieira (Leiria, 1878 - Lisboa, 1946) estudou Direito na Universidade de Coimbra (1894-1900) e foi redator na Câmara dos Deputados (até 1916). Ao longo de mais de meio século, consagrou boa parte do seu tempo a uma vasta obra literária (em prosa e em verso) que compôs e deu a conhecer na imprensa periódica e em dezenas de livros e opúsculos.
Em prosa escreveu o romance Marques (1903) e numerosas conferências e ensaios que reuniu em livros como A Campanha Vicentina (1914), Em Demanda do Graal (1922) e Nova Demanda do Graal (1942). Dedicou especial atenção aos grandes clássicos portugueses, nomeadamente Gil Vicente e Luís de Camões (que editou, em 1928 e 1932, em colaboração com José Maria Rodrigues), Santo António de Lisboa (Jornada do Centenário, 1932), Cristóvão Falcão, Francisco Rodrigues Lobo (que editou em 1940 e 1945), Almeida Garrett e João de Deus (que editou em 1921 e 1930), bem como a grandes mitos como o de Pedro e Inês (A Paixão de Pedro o Cru, 1940) e as Cartas de Soror Mariana (1941).
Recuperou para a Literatura Portuguesa O Romance de Amadis (1922) e a Diana, de Jorge de Montemor (1924). Traduziu as Poesias de Heine (1912) e O Poema do Cid (1927). Para a infância e a juventude, adaptou O Conto do Amadiz de Portugal (1938) e, para teatro de fantoches, o Auto da Barca do Inferno (1913); e publicou em verso Hino a Camões (1911), Animais Nossos Amigos (1911), Canto Infantil (1912) e Bartolomeu Marinheiro (1912).
Poeta, sempre poeta, a obra lírica de Afonso Lopes Vieira encontra-se numa vintena de livros e opúsculos: Para Quê? (1897), Náufrago. Versos Lusitanos (1898), Auto da 'Sebenta'. Farça em verso em um prólogo e dois quadros (1899), Elegia da Cabra (maio de 1900), O Meu Adeus (1900), O Poeta Saudade (1901), O Encoberto (1905), Conto do Natal (1905), Ar Livre (1906), O Pão e as Rosas (1908), Monólogo do Vaqueiro (1910), Canções do Vento e do Sol (1911), Rosas Bravas (1911), Sobre as 'Cenas Infantis' de Schumann (1915), Ilhas de Bruma (1917), Canções de Saudade e Amor. Lieder (1918), Ao Soldado Desconhecido (1921), Pais Lilás, Desterro Azul (1922), Éclogas de Agora (1935) e Onde a Terra se Acaba e o Mar Começa (1940). Em 1904 deu à estampa a sua primeira antologia (Poesias Escolhidas. 1898-1902) e em 1927 organizou e fixou a sua seleção em Os Versos de Afonso Lopes Vieira, com poemas de 1898 a 1924.
O propósito da edição – Poesia de Afonso Lopes Vieira – é recolher de forma fidedigna e num só volume a Obra Poética fundamental do revolucionário da Tradição que António Sardinha considerou o «preceptor seguro da sensibilidade portuguesa». Compreende as seguintes obras: Os Versos de Afonso Lopes Vieira (1927), Éclogas de Agora (1935) e Onde a Terra se Acaba e o Mar Começa (1940).

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU