Podes Sempre Usar Folhas de Rascunho
Editor:
Gato Bravo, março de 2025 ‧
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SINOPSE
Uma coletânea de crónicas que observa a vida como quem escreve um livro:
Com o desejo de sempre voltar a escrever.
"Sabes, no fundo, isto é só mais um relato da vida doméstica. Não trago mistério desvendado ou um certo grau de lirismo aveludado. É o gato quem melhor desvenda as provas do desleixo e do passo mais cansado ou enferrujado. O cabide suporta o peso dos aromas impregnados na roupa com que escolhi sair. Algumas peças conhecem-se melhor que outras, é claro, por estarem amontoadas lado a lado. A camisa branca arregaçada é uma armadura ao peito que se instala, para recordar que a paz não gosta de estar tapada. A calça preta é introvertida, porque quando a nódoa pinga, cala o que a camisa exclama aos olhos de quem a pinta. E o sapato, de igual tonalidade escura, depois de novo mais se cala e muito dura, mas só se for engraxado com a mesma nota de urgência que um buço tem de ser aparado. Assim vislumbram estas peças as várias vezes que são chamadas para camuflar um corpo nu."
O livro Podes Sempre Usar Folhas de Rascunho reúne uma autêntica e envolvente coletânea de crónicas do escritor João Pedro Duarte. Depois de publicar Carta Muito Pessoal de um Recluso Covid-Ativo e Há Pressa no Cais, este livro evoca uma narrativa emocionante lembrando que a vida é art in progress e que podemos sempre começar de novo.
Ao atravessar espaços físicos e emocionais, o cronista partilha as suas paixões, laços afetivos, intervenções sociais e criações artísticas, sempre com um toque de dedicação profunda. Com João Pedro, embarcamos numa viagem por diversas paragens, onde a nostalgia e a saudade se cruzam com a observação minuciosa do que nos rodeia.
O cinema, a literatura e a música, suas grandes influências culturais, surgem como pano de fundo e acrescentam uma dimensão visual e poética às palavras. Com as influências literárias de Ondjaki, Adriana Lisboa e Eduardo Lourenço, sobressaem os detalhes que marcaram a sua vivência, transformando estas crónicas em autênticas cápsulas de memórias, que convidam o leitor a também revisitar os próprios sentimentos.
Ao fim do livro, João Pedro Duarte presenteia-nos com uma playlist no Spotify, uma preciosidade feita a partir do livro, em que podemos navegar junto com ele por entre sons e palavras.
Com o desejo de sempre voltar a escrever.
"Sabes, no fundo, isto é só mais um relato da vida doméstica. Não trago mistério desvendado ou um certo grau de lirismo aveludado. É o gato quem melhor desvenda as provas do desleixo e do passo mais cansado ou enferrujado. O cabide suporta o peso dos aromas impregnados na roupa com que escolhi sair. Algumas peças conhecem-se melhor que outras, é claro, por estarem amontoadas lado a lado. A camisa branca arregaçada é uma armadura ao peito que se instala, para recordar que a paz não gosta de estar tapada. A calça preta é introvertida, porque quando a nódoa pinga, cala o que a camisa exclama aos olhos de quem a pinta. E o sapato, de igual tonalidade escura, depois de novo mais se cala e muito dura, mas só se for engraxado com a mesma nota de urgência que um buço tem de ser aparado. Assim vislumbram estas peças as várias vezes que são chamadas para camuflar um corpo nu."
O livro Podes Sempre Usar Folhas de Rascunho reúne uma autêntica e envolvente coletânea de crónicas do escritor João Pedro Duarte. Depois de publicar Carta Muito Pessoal de um Recluso Covid-Ativo e Há Pressa no Cais, este livro evoca uma narrativa emocionante lembrando que a vida é art in progress e que podemos sempre começar de novo.
Ao atravessar espaços físicos e emocionais, o cronista partilha as suas paixões, laços afetivos, intervenções sociais e criações artísticas, sempre com um toque de dedicação profunda. Com João Pedro, embarcamos numa viagem por diversas paragens, onde a nostalgia e a saudade se cruzam com a observação minuciosa do que nos rodeia.
O cinema, a literatura e a música, suas grandes influências culturais, surgem como pano de fundo e acrescentam uma dimensão visual e poética às palavras. Com as influências literárias de Ondjaki, Adriana Lisboa e Eduardo Lourenço, sobressaem os detalhes que marcaram a sua vivência, transformando estas crónicas em autênticas cápsulas de memórias, que convidam o leitor a também revisitar os próprios sentimentos.
Ao fim do livro, João Pedro Duarte presenteia-nos com uma playlist no Spotify, uma preciosidade feita a partir do livro, em que podemos navegar junto com ele por entre sons e palavras.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899069633 |
| Editor: | Gato Bravo |
| Data de Lançamento: | março de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 139 x 210 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 194 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Crónicas
|
| EAN: | 9789899069633 |