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Pitões das Júnias
Esboço de Monografia Etnográfica
Editor:
Edições Colibri, julho de 2016 ‧
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SINOPSE
Não saberei dizer em que escola, propriamente, me filio, na posição teórica que assumo. Talvez um funcionalismo de forte acento social, um imenso desejo de que o que escrevo venha a servir a comunidade que estudei e a nação a que pertenço. E, juntamente, um pendor pedagógico que me vem da vocação e do ofício. Sempre estou querendo ensinar, tornar claro e acessível o que escrevo. Daí que, uma vez por outra, entre em desvios, que se terão por escusados, mais para notas um tanto soltas do que para corpo organizado: o leitor me perdoará tais digressões. Cansarão, seguramente, os entendidos, mas satisfarão, creio, os que precisam de aprender.
(…) O povo de Pitões me ensinou a ser mais directo, mais autêntico, mais o que sou e menos o que me obrigam a ser. Na sua linguagem livre estava o homem livre com que cada um de nós devia reencontrar-se neste mundo de formalidades e disfarces. Esta, uma das grandes lições que me deu. A outra, porventura maior, foi a que quotidianamente de todos recebi e constitui a própria substância do livro. Eles mo ditaram, só o escrevi.
[Manuel Viegas Guerreiro]
Como acontece em outros livros, Manuel Viegas Guerreiro defende, em Pitões das Júnias, que há como que uma ligação direta e imediata entre a realidade cultural que observa e o texto que a descreve. O autor não seria mais do que um instrumento, um intérprete duma composição que é realmente composta pela comunidade que estudou: «A outra [lição], porventura maior, foi a que quotidianamente de todos recebi e constitui a própria substância do livro. Eles mo ditaram, só o escrevi.» Esta forma de encarar a relação entre o especialista que realiza o estudo e a comunidade que é estudada é um dos aspetos mais originais do pensamento de Manuel Viegas Guerreiro.
Universidade de Lisboa
(…) O povo de Pitões me ensinou a ser mais directo, mais autêntico, mais o que sou e menos o que me obrigam a ser. Na sua linguagem livre estava o homem livre com que cada um de nós devia reencontrar-se neste mundo de formalidades e disfarces. Esta, uma das grandes lições que me deu. A outra, porventura maior, foi a que quotidianamente de todos recebi e constitui a própria substância do livro. Eles mo ditaram, só o escrevi.
[Manuel Viegas Guerreiro]
Como acontece em outros livros, Manuel Viegas Guerreiro defende, em Pitões das Júnias, que há como que uma ligação direta e imediata entre a realidade cultural que observa e o texto que a descreve. O autor não seria mais do que um instrumento, um intérprete duma composição que é realmente composta pela comunidade que estudou: «A outra [lição], porventura maior, foi a que quotidianamente de todos recebi e constitui a própria substância do livro. Eles mo ditaram, só o escrevi.» Esta forma de encarar a relação entre o especialista que realiza o estudo e a comunidade que é estudada é um dos aspetos mais originais do pensamento de Manuel Viegas Guerreiro.
Universidade de Lisboa
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896895952 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | julho de 2016 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 162 x 234 x 18 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 326 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Antropologia
|
| EAN: | 9789896895952 |
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