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Piolha

de Rémi Courgeon
Editor: Orfeu Negro, julho de 2023 ‧
15,00€
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Chamava-se Pavlina. É um nome bonito, mas toda a gente a tratava por Piolha. Em casa, eram só homens. Piolha era a mais nova, a menina da família. Media forças com os irmãos por um espaço que fosse só seu e refugiava-se a tocar piano. Uma noite, ao jantar, anunciou que ia aprender boxe. Os irmãos riram-se, mas o pai percebeu que a pequena Piolha estava mais determinada do que nunca.

Uma história delicada e arrebatadora de força feminina, que nos mostra como viver de punhos abertos.
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Livros que as crianças adoram

Os gostos formam-se, mas estes parecem unânimes. É fazer a experiência: atirar o livro como um anzol e ver se a criança não fica logo enganchada. Temos vários estilos e a certeza de um leitor. A minha primeira enciclopédia É uma maravilha, em parte porque parece uma janela aberta para o mundo inteiro. As enciclopédias têm o condão de mostrar tudo num livro. As primeiras enciclopédias têm um condão ainda maior: trata-se de abrir os olhos a quem ainda está a aprender a aguentar as pálpebras. A curiosidade de quem tem um olhar virgem alia-se a uma catadupa de informação, apresentada de forma clara e lúdica. O livro, cheio de imagens, é uma aula dinâmica em tantas coisas: história, animais, países, plantas, espaço, vulcões, tremores de terra. Dos continentes à China Antiga, tudo parece estar ali numa visão panorâmica. É tirar os miúdos do berço e meter-lhes isto à frente.
QUERO LER!








  Cheguei atrasado à escola porque... Parece “A verdade”, conto de Almada Negreiros, para crianças. No conto, o autor português descrevia uma criança a meter os pés pelas mãos, tentando explicar com voltas o que tinha explicação simples: porque se atrasara, afinal, para chegar à escola? O miúdo inventou de tudo, até tentou dizer que estava de luto, e afinal ficara em pasmo a olhar para uma boneca. Aqui, bate-se no mesmo, e temos um menino criativo, entre desenhos criativos, a dizer que umas formigas gigantes lhe comeram o pequeno-almoço, que foi atacado por ninjas ferozes, que se cruzou com um gorila que confundiu o autocarro amarelo com uma banana, e por aí fora. Imaginação não falta, e por isso é divertido. E, com sorte, pode dar ideias às crianças: se for para inventar histórias, que seja das boas. QUERO LER!

  Piolha A Pavlina era conhecida por Piolha. Lá por casa, era a única menina entre homens, e a mais nova de todos os irmãos. Desengane-se quem vá achar que o elemento mais novo é o protegido. Ali, ela era o elo mais fraco, aquele para quem sobravam as tarefas domésticas. Para se entreter, tocava piano, quando conseguia deitar-lhe a mão. Um dia, depois de aparecer com um olho roxo, resolveu mandar o piano às urtigas e dizer que ia dedicar-se ao boxe. Os irmãos riram-se, mas nunca é boa ideia rir de alguém que está prestes a aprender a desferir socos a sério. O pai lá foi mais sagaz e percebeu que havia determinação na filha. Entre ilustrações, o leitor lá acompanha uma miúda em luta contra as expectativas – sempre com a expectativa de que, em combate, seja ela a acertar no olho de alguém. É que, depois de saber usar os punhos, é bem possível que a vida em casa não seja sempre uma luta. QUERO LER! O gigante egoísta e o príncipe feliz Há, em Oscar Wilde, um tom de encanto que nunca se perde, esteja ele a falar de príncipes ou de um homem hedonista. Por Oscar Wilde, resolvi aprender inglês, lançando-me à leitura de O Retrato de Dorian Gray em duas línguas. Para os pequenos, podemos começar por aqui, em boa tradução para português. Neste pequeno volume, temos duas histórias que tocam ali no inesquecível. Numa, há um gigante com um belo jardim – um jardim tão belo que ele não queria partilhar-lhe a vista com ninguém, por egoísmo puro, mas uma história, uma vez escrita, já é de toda a gente. Noutra, há um príncipe transformado em estátua coberta por ouro e pedras preciosas: sendo feliz, comove-se com o sofrimento alheio, esse que pertence a quem é gente. Só esta ideia já nos deixa cheios de comiseração por ele. QUERO LER!

Piolha

de Rémi Courgeon

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899071728
Editor: Orfeu Negro
Data de Lançamento: julho de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 229 x 317 x 8 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 40
Tipo de produto: Livro
Coleção: Orfeu Mini
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Contos Fábulas e Narrativas > Infantil (6 a 10 anos)
EAN: 9789899071728

Recomendo!

MM

É uma das minhas histórias preferidas sobre o poder da arte, mas também a resistência aos estereótipos de género. As ilustrações são muito bonitas.

SOBRE O AUTOR

Rémi Courgeon

Rémi Courgeon é um reconhecido escritor, pintor e ilustrador francês, autor de mais de 60 álbuns ilustrados. Tem álbuns traduzidos um pouco por todo o mundo, e já participou em inúmeras exposições, em França e no estrangeiro. Na sua obra, procura retratar personagens femininas fortes e determinadas. O seu álbum Piolha (Orfeu Mini, 2023) foi eleito Melhor Livro Ilustrado para Crianças pelo The New York Times.

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