Perversões

de Jesse Bering
Editor: Temas e Debates, julho de 2015 ‧
Os comportamentos sexuais desviantes. Um livro que expõe sem receio alguns dos nossos desejos sexuais inconfessados. Jesse Bering levanta o pano sobre a história das perversões, explicando as razões biológicas subjacentes à nossa aversão por certas práticas sexuais e apresentando os resultados da investigação mais recente sobre a natureza do desejo. Armado com a razão, a ciência e um apetite insaciável pelo saber, Bering humaniza os indivíduos com comportamentos sexuais desviantes, ao mesmo tempo que formula algumas interrogações muito provocadoras sobre a índole da hipocrisia e do preconceito e sobre os abusos a que o desejo sexual pode conduzir.

Perversões

de Jesse Bering

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896443535
Editor: Temas e Debates
Data de Lançamento: julho de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 235 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Psicologia
EAN: 9789896443535
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Esta edição tem muitas gralhas e uma tradução muito deficiente

João M.

Esta edição tem tantas gralhas e uma tradução tão deficiente que é impossível compreender o conteúdo de parágrafos inteiros, o que perturba fortemente a compreensão do texto e a fluência da leitura de um livro cujo conteúdo parece ser muito interessante. Além disso, a editora por e simplesmente não quer saber, depois de alertada para o problema. É por isso que leva 1 estrela! Caso encontrem outra edição, por favor, leiam, porque o conteúdo merece, sem dúvida, 4 estrelas. Num tom divertido e desarmante (o autor confessa no livro as suas "perversões" mais "vergonhosas"...), Jesse Bering fala das parafilias e de como o significado do que é, ou não é, uma perversão tem evoluído ao longo da história. Alerta-nos para a angústia e opressão que sentem os que não se atrevem a "sair do armário" dos seus desejos sexuais desviantes, mesmo que inofensivos (uma atração sexual por botas, por exemplo, é inofensiva), por receio de serem estigmatizados pela sociedade. Explica que muitos dos comportamentos sociais discriminatórios têm uma base evolucionária forte, o que não os justifica. Individualmente e socialmente temos a inteligência e a sensatez suficientes para reconhecer e recusar a discriminação. Neste campo, um exemplo muito interessante é o que tem a ver com a criação de "etiquetas" sobre sexualidade: Lésbica Gay Bi Trans Queer Inter Assexual... etc... como se fosse possível descrever a complexidade e a riqueza de personalidade de um indivíduo só com uma etiqueta. No entanto, do ponto de vista evolucionário e reprodutivo, que etiqueta tem mais valor do que a etiqueta da sexualidade? Refutando os argumentos do "natural" e do "fim reprodutivo" da moral conservadora (utilizando para isso as suas contradições internas), o autor defende que o único critério aceitável para a repressão de atos sexuais é o facto de este causarem, ou não, danos a terceiros. E termina numa nota positiva, desejando que o nosso sistema de valores evolua para passar a fundamentar-se não na moral religiosa ou conservadora, mas em factos científicos estabelecidos, na crença de que as orientações sexuais nunca são escolhidas pelos próprios, de que o mal não existe a não ser nas nossas mentes, de que os pensamentos lúbricos não são atos imorais e de que nenhum comportamento sexual deve ser condenado se não causar danos comprováveis.

SOBRE O AUTOR

Jesse Bering

Jesse Bering é um psicólogo evolucionista reconhecido internacionalmente, diretor do Instituto de Cognição e Cultura da Queen’s University Belfast, e um dos principais investigadores do Explaining Religion Project. Redige a popular coluna semanal «Bering in Mind», um blogue ligado à página da Scientific American

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