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Pedras Perenes

de Milanda
Editor: MoDocromia, fevereiro de 2021 ‧
12,00€
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«[...] O uso de francesismos será (também e porventura) atribuível ao refinamento da autora. A língua francesa foi, e de certo modo continua a ser, símbolo de status, erudição e elegância. O poema Lascívia ilustra a predileção da autora por empréstimos do francês, ou ainda o título Rien de Rien, onde se destaca a relação intertextual com a chamada chanson française, da qual Edith Piaf foi uma exímia representante, como intérprete, na década de 50 do século XX.

Termos náuticos introduzidos subtilmente, como em Plenitude, indiciam a relação da autora com o mar (em Angola ou em Portugal): a costa, os barcos ou a navegação à vela. O eu-lírico deixa-se levar pelas circunstâncias, pelo momento, pelos elementos, não tendo um caminho predefinido. É uma voz de extremos mas ilimitada que se solta nas e pelas palavras. Já (Untitled), cujo título aparece astuciosamente entre parêntesis, desvenda um ambiente onírico povoado de sombras, de rostos reconhecíveis e de hesitação... a narrativa conduz a escolhas cujo desfecho nem sempre é previsível. Talvez os sonhos sejam também um parêntesis da realidade.
[...]»

Do Prefácio de Luisa Fresta

Pedras Perenes

de Milanda

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895302710
Editor: MoDocromia
Data de Lançamento: fevereiro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 219 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 76
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789895302710

SOBRE O AUTOR

Milanda

Ainda muito jovem, viu dois textos seus, assinados com o pseudónimo Milanda, serem publicados no jornal Planalto, de Nova Lisboa (actual Huambo), por Ernesto Lara Filho.
A família e sociedade conservadoras não teriam visto com bons olhos a publicação regular da sua escrita. Por isso limitou-se a desempenhar, com afecto, generosidade e dedicação, os papéis que lhe estavam reservados: filha, mulher, mãe. Na leitura continuou a encontrar o alimento de que a sua mente e espírito careciam.
Em tempos muito conturbados, regressou ao seu país de origem, Portugal, trazendo quase exclusivamente na bagagem o incondicional amor a Angola. A vida não lhe foi amena, mas Maria Fernanda não se rendeu. Cuidou dos seus, trabalhou, foi pouco a pouco reconstruindo um mundo à sua medida, aprazível e tranquilo.
Em 2018, retomou a escrita – as palavras a chamá-la, por vezes noite dentro. Poemas e crónicas dispersas que lhe iam "acontecendo" e despretensiosamente publicava no Facebook eram calorosamente acolhidos pelo chamado "leitor comum", mas também por escritores de diferentes gerações, seus amigos virtuais. Em 2019, uma selecção de poemas seus deu corpo a um primeiro livro, Sei Como é Frágil a Vida.
Nesta terceira etapa da sua existência, contra a por vezes absurda realidade ou de mão dada com ela, Milanda continua a partilhar com os seus leitores as palavras com que brinca, medita ou se/nos interroga, ao sabor das circunstâncias. Saibamos acolhê-las com o carinho, o interesse e o respeito que nos merecem.
Glória de Sousa, Dezembro 2020

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DO MESMO AUTOR