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Pas Si Simple En Ce Monde D'Etre Ne Huma

de Issa
idioma: francês
Editor: ERES, novembro de 2008 ‧
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Choix de haïkus traduits du japonais par Danièle Faugeras et Pascale Janot Les écrivains, disait Freud, sont de précieux alliés et il faut placer bien haut leur témoignage, car ils connaissent d'ordinaire une foule de choses entre le ciel et la terre, dont notre sagesse d'école n'a pas encore la moindre idée. Ils nous devancent beaucoup, nous autres hommes ordinaires, notamment en matière de psychologie, parce qu'ils puisent là à des sources que nous n'avons pas encore explorées pour la science . Pourquoi alors un éditeur de sciences humaines, soucieux de l'amélioration de la condition de ces hommes ordinaires dont parlait Freud, se priverait-il de publier des textes contribuant à ce but ? La collection PO&PSY se propose de faciliter l'accès à des uvres poétiques qui traduisent une sensibilité à l'immédiat, à l'intime, à l'obscur [et permettent] de rapprocher la pure intériorité de la pure extériorité afin que se rassemble ce que nous ne cessons de diviser en étant là (Rilke), sans limitation d'époque ni de lieu, privilégiant des formes ou des anthologies brèves dans la seule exigence de la qualité des textes et de leur présentation. Kobayashi Issa (1763-1827), poète

Pas Si Simple En Ce Monde D'Etre Ne Huma

de Issa

Propriedade Descrição
ISBN: 9782749209852
Editor: ERES
Data de Lançamento: novembro de 2008
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: Poetes D'Aujourd'Hui
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Poesia
EAN: 9782749209852

SOBRE O AUTOR

Issa

Itaro Kobayashi (Issa é o nome que adotará mais tarde) nasceu em 1763, em Kashiwabara, na província montanhosa de Shinano (hoje Nagano), no Japão. Era uma região montanhosa de grande beleza, em que a neve fundia apenas no verão e a geada fazia a sua aparição logo no início do outono.
O pai era agricultor e criador de cavalos. A mãe faleceu quando Itaro tinha apenas dois anos. A experiência dolorosa da orfandade levou-o a refugiar-se nos bosques e a procurar a companhia dos animais, aves e insetos. Com seis anos começa a frequentar a escola, onde se inicia nos textos budistas.
O pai volta a casar. A madrasta transforma então a sua vida num inferno, obrigando o pai a retirá-lo da escola. A situação complica-se ainda mais com o nascimento do meio-irmão. Aos catorze anos o pai envia-o para Edo (Tóquio) com uma carta de recomendação. Permanecerá aí trinta e sete anos. Conhece o frio e a fome nos primeiros tempos. Começa a escrever haikus e frequenta uma escola fundada por um discípulo de Bashô.
Na primavera de 1792 rapa o cabelo, veste um hábito de monge, adota o nome de Issa (que significa bolha numa taça de chá) e parte em peregrinação. Essa viagem durará quatro anos e levá-lo-á a Kyoto, Osaka e à ilha de Shikoku. Quando volta a Edo a publicação do seu diário de viagem alcança um êxito enorme.
Em 1801 regressa a Kashiwabara e finalmente consegue a sua parte da herança familiar. Casa, então, aos cinquenta anos com Kiku que lhe dará quatro filhos, tendo todos eles morrido precocemente. É à segunda filha que Issa dedica algumas páginas lancinantes no seu diário Oraga Haru (A Minha Primavera).
Issa sucumbe em 1827, na sequência de um ataque de paralisia. É sepultado no monte Kamaru. Numa pedra não trabalhada está gravado:
«Será esta
A minha última morada -
Sob metro e meio de neve.»
Jorge Sousa Braga, na introdução ao livro Primeira Neve

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