Os Putos

Livro 1

de Altino do Tojal
Editor: Europress, abril de 1989 ‧
Exímio contador de histórias, tal actividade parece resultar de um imperativo que tem dominado a vida de Altino do Tojal e que ele nos revela na comovedora narrativa que abre este livro e a que deu o título de "Que pena!..." A génese do escritor está aí bem definida. É o sonho da tia Emília, distinta professora devotada às letras, que vai fazer do sobrinho o escritor que ela tanto desejava ter na família. A tia Emília, educadora inteligente, sabia chamar a atenção para a beleza das coisas, e a Língua era a primeira dessas coisas. Levou Altino a apreender o significado das palavras e a utilizá-las correctamente. Sob a sua influência tutelar despontava um talento de maravilhoso poder criativo. Mais tarde, adoeceu gravemente e partiu deste mundo, mas o sobrinho estava a caminho de tomar assento entre os maiores escritores portugueses.

A primeira edição de "Sardinhas e Lua" - "Os Putos" surgiu em Outubro de 1964, impressa na Editora Pax, de Braga, com a capa do saudoso artista-fotografo Arcelino e notas do Prof. Óscar Lopes e de Duarte de Montalegre. A mensagem deste livro vem-se renovando ao longo de vinte e cinco anos, mensagem de ternura e encantamento em que o leitor é arrebatado para um estado inefável de adesão ao que lhe é transmitido pela prosa enfeitiçante de Altino do Tojal. Ele prende-nos de verdade à sua arte de contista, atrai-nos, página a página, irresistivelmente, a uma deliciosa estesia.
Egídio Guimarães

Os Putos

de Altino do Tojal

Propriedade Descrição
ISBN: 9789725591192
Editor: Europress
Data de Lançamento: abril de 1989
Idioma: Português
Dimensões: 220 x 296 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 244
Tipo de produto: Livro
Coleção: Diamante
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789725591192
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Altino do Tojal

Jornalista, tradutor e ficcionista, nascido em 1939, consagrado com a coletânea de contos Os Putos. A novelística de Altino do Tojal mistura recursos que se diriam da literatura infantil como a descrição do quotidiano filtrado por uma perspetiva mágica e fabulosa do universo, com um realismo de intenção social e com evocações memorialistas, numa escrita em que o poético não exclui a ironia ou a notação amarga da realidade.
Faleceu a 15 de julho de 2018.

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